Conselheiro encontra custos dez vezes mais altos em novo conversor de DTH


O conselho diretor da Anatel decidiu hoje,13, adiar por 20 dias e fazer novas diligências sobre uma proposta da área técnica para viabilizar a transmissão dos canais locais de TV aberta pelas operadoras de DTH.

Isto porque, em pedido de vista, o conselheiro Igor de Freitas encontrou custos 10 vezes maiores do que o inicialmente previsto pela área técnica, e acatado pelo primeiro relator, conselheiro Marcelo Bechara.

Este processo está há mais de dois anos para ser decidido pela Anatel. As emissoras de TV que não a Globo reclamam que as operadoras de TV via satélite não carregam os seus canais locais, sob a alegação de “inviabilidade técnica”. Para cumprir então a lei do SeAC (lei de TV paga), que determina tratamento isonômico das operadoras de telecom com as emissoras de TV, a Anatel decidiu que, se uma operadora de DTH carregar uma emissora aberta de TV , terá que carregar outras 14 emissoras locais.

Mas algumas empresas de TV via satélite continuaram a não carregar os canais, e a Anatel decidiu, então, propor um regulamento que obrigasse as operadoras de DTH entregar um conversor para seus assinantes que tivesse também uma antena para captar os sinais de TV aberto.

Conforme a área técnica da Anatel, esta nova caixinha custaria apenas R$ 64 milhões  a valor presente líquido para atender a população que não estava sendo atendida com todos os canais regulamentares.

Em vistas do processo, o conselheiro Igor adotou outros parâmetros, diferentes custos operacionais e encontrou custos dez vezes maiores, para a distribuição ou troca do conversor para  o mesmo número de assinantes e de cidades.

Ao invés de um custo de R$ 8,00 por assinante, como apontaram os técnicos, chegou a valore de R$ 88,00 por assinante, o que somaria, a valor presente, R$ 640 milhões.

Para o conselheiro, este custo pode não ter justificativa econômica. Assim, mandou que a área técnica fizesse novos estudos e até elaborasse uma nova proposta técnica para se assegurar a isonomia na transmissão dos canais de TV aberta.

 

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