Concursados da Anatel querem assumir chefias


A abertura de novo concurso público da Anatel – para o qual se inscreveram mais de 50 mil pessoas em todo o país – para o preenchimento de 393 vagas traz à tona uma disputa que começa a surgir nos escalões inferiores da agência. A disputa está se dando entre os primeiros concursados, que foram …

A abertura de novo concurso público da Anatel – para o qual se inscreveram mais de 50 mil pessoas em todo o país – para o preenchimento de 393 vagas traz à tona uma disputa que começa a surgir nos escalões inferiores da agência. A disputa está se dando entre os primeiros concursados, que foram contratados no ano passado, e os mais antigos funcionários da Anatel, em sua maioria, originários da Telebrás.
 
Em carta enviada ao Tele.Síntese um desses concursados reclama que os postos de comando da agência ainda são dominados pelos funcionários da estatal, condição que considera injusta, já que, alega, os que passaram no concurso público têm mestrado e doutorado.

Os cargos de chefia do segundo escalão ainda são ocupados pelos servidores mais antigos por uma decisão do conselho diretor da agência, que prefere contar com a experiência dos que participam da formulação da modelagem regulatória desde o seu início. Esses servidores serão substituídos pelos novos concursados ao longo do tempo, e esse prazo é que provoca a insatisfação.

Ingressaram no primeiro concurso da Anatel quadros bem qualificados, o que não desmerece, no entanto, os quadros da Telebrás que têm qualificação já comprovada. O problema é que os funcionários antigos estão sendo vistos pelos novos como uma “casta que se encastela em postos de comando e não arreda pé,” conforme a carta enviada.

O primeiro concurso da Anatel, realizado em 2004, abriu 740 vagas – das quais 400 para o nível superior e 340 para o nível médio. Passaram 827 candidatos e 783 foram nomeados . Destes, estão hoje na Anatel apenas 661 – muitos conseguem transferência para outros órgãos da administração pública federal. Dos que ficaram, 299 têm escolaridade de nível médio e 363 de nível superior, sendo que nove têm doutorado e 73 têm mestrado. Esses serão os novos formuladores das regras do setor, mas para isso, precisam de mais maturidade para aprender a trabalhar em conjunto.

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