Concessões aceleram desligamentos em 2018


Projetado por Freepik

2018 foi mais um ano de perda de acessos no STFC, conforme dados revelados hoje, 29, pela Anatel. Dentre as concessionárias, a limpeza de base acelerou-se: foram 1,76 milhão de desativações. Mais que o 1,2 milhão de 2017 e quase o triplo de 2016, quando se registrou perda de 694 mil linhas. O desempenho das autorizadas, que encolheram em ritmo mais lento que nos anos anteriores, evitou que 2018 repetisse o desastre de 2016, quando as teles desativaram ao todo 2,2 milhões de linhas fixas.

O Brasil terminou 2018 com 38.306.837 linhas fixas em uso. A redução total no no ano foi de 5,13% (-2.071.090 de acessos), menor patamar dos últimos quatro anos, período para o qual a agência disponibiliza a quantidade de linhas ativas no país. As autorizadas tinham 16.576.291 linhas fixas em funcionamento, queda de 0,18% (30 mil acessos) sobre novembro. Já as concessionárias tinham 21.730.546, queda de 1% (220,2 mil). Em 12 meses, as autorizadas tiveram redução de 310.158 linhas (-1,84%) e as concessionárias, queda de 1.760.932 linhas (-7,50%).

Empresas

Entre as autorizadas, a Claro manteve a maior participação de mercado, 10.430.280 de linhas fixas no país (62,92%), seguida pela Vivo, com 4.335.854 (26,15%), e TIM, com 882.095 (5,32%). Em relação às concessionárias, a Oi possui o maior volume de linhas fixas, 12.234.092 de linhas (56,29%), seguida pela Vivo, 8.602.961 linhas (39,58%) e pela Algar Telecom, 736.325 de linhas (3,38%).

Na comparação com novembro, a concessão da Oi foi a que mais desligou: 158 mil linhas, uma retração de 1,28%, embora todas tenham perdido clientes. Dentre as autorizadas, TIM e Algar tiveram os maiores crescimentos: 13,7 mil (+1,58%) e 6,6 mi (1,58%), respectivamente.

No último ano, também TIM e Algar concentraram as adições, com 205 mil da primeira (+30%) e 94,5 mil da segunda (+28,27%) entre as autorizadas.  E também as concessões de Oi e Telefônica foram as que mais desligaram. A Oi, por exemplo, desativou 1,1 milhão de acessos em 12 meses, enquanto a Vivo, 623 mil. Retrações de 8,26% e 6,76%, respectivamente.

Anterior Secretário de Competitividade quer indústria de TIC voltada para o mercado externo
Próximos Mercado chinês de smartphones despenca 14% em 2018