Computador para Todos: 265 mil máquinas vendidas.


Foram comercializadas 265 mil máquinas com o selo do Computador Para Todos, programa de fomento à inclusão digital das classes C e D. O número está muito aquém da meta de um milhão, estipulada no lançamento do programa, em junho de 2005. A informação foi divulgada hoje, 12, na sede da Abinee, em São Paulo, …

Foram comercializadas 265 mil máquinas com o selo do Computador Para Todos, programa de fomento à inclusão digital das classes C e D. O número está muito aquém da meta de um milhão, estipulada no lançamento do programa, em junho de 2005. A informação foi divulgada hoje, 12, na sede da Abinee, em São Paulo, pela consultoria ITData, que realizou estudo para mensurar os impactos do programa do governo federal no mercado de PCs.

A marca de 265 mil, apontada pela ITData, segue critérios próprios de consolidação. Isso porque muitos fabricantes não divulgam o número de micros vendidos com o selo do programa – e não estão obrigados por lei a publicar os seus dados. Ivair Rodrigues, autor do trabalho, realizou consultas pessoais às fabricantes para fazer seu levantamento.

O Computador para Todos foi lançado após a publicação da “MP do Bem”, que concedeu isenção do PIS/Pasep e Cofins aos varejistas, para  computadores de até R$ 2,5 mil, além de financiamento, em até 24 meses, para equipamentos com o preço máximo de R$ 1,4 mil. As lojas já tomaram cerca de 70% do financiamento inicial viabilizado pelo BNDES.

Quanto às linhas do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, oferecidas diretamente ao consumidor final, não fizeram tanto sucesso: 10% do financiamento foram utilizados. “É uma questão de mercado, são muitas complicações para o consumidor tomar o financiamento no banco. É mais fácil ir direto à loja”, avalia José Luiz Aquino, da Assessoria Especial da Presidência, uma das articuladoras dos programas de inclusão sócio-digital do governo federal.

Mudanças à vista

O estudo da ITData apontou alguns possíveis motivos para o relativamente pequeno alcance do programa, entre eles a pouca divulgação E foi além: indicou rumos para a expansão do Computador para Todos. “Os PCs têm de estar na escola pública e o governo deve dar treinamento aos professores. O produto ainda está longe das mãos de parte da população”, comenta Rodrigues.

Segundo o assessor do gabinete da presidência, o programa vai passar por algumas mudanças. “Recebemos sugestões dos fabricantes e esperamos, até outubro, apresentar as propostas”. Aquino garantiu que a configuração das máquinas só vai receber melhorias e, de forma alguma, sofrerá redução. Além disso, reiterou a preferência pelo software livre: “Não vamos flexibilizar”. Este ano, o governo foi pressionado a adotar o dual boot (dois ambientes operacionais) e algumas lojas chegaram a comercializar computadores com Linux e Windows. Uma portaria publicada pelo MCT há dois meses pôs fim à questão.

PC conectado?

Outra possível mudança no Computador para Todos é resgatar a idéia do projeto incial, o PC Conectado, que se propunha a levar às classes C e D acesso de 15 horas de internet discada, por R$ 7,50. À época, as operadoras vetaram. “Agora, elas estão perdendo mercado com a banda larga e nos procuraram”, informa o assessor do gabinete da presidência, sem dar maiores detalhes sobre como seria a expansão do programa.

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