Compras à Ásia ampliam déficit da balança eletroeletrônica


De janeiro a março de 2006, o déficit da balança comercial de produtos elétricos e eletrônicos foi de US$ 2,19 bilhões, 57% acima do resultado negativo do mesmo período do ano passado. As importações aumentaram  39%, as exportações, 23%. De acordo com análise do Departamento de Economia da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica …

De janeiro a março de 2006, o déficit da balança comercial de produtos elétricos e eletrônicos foi de US$ 2,19 bilhões, 57% acima do resultado negativo do mesmo período do ano passado. As importações aumentaram  39%, as exportações, 23%. De acordo com análise do Departamento de Economia da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), as transações comerciais com o Sudeste da Ásia geraram saldo negativo de US$ 2,5 bilhões, dos quais US$ 870 milhões referentes aos negócios com a China.

Por outro lado, as transações com os países da Aladi tiveram superávit de US$ 874 milhões, em função das exportações de mais de US$ 1 bilhão, representando quase a metade das exportações totais de produtos da indústria eletroeletrônica.

Por regiões, as exportações só não cresceram para a União Européia (-25%), que reduziu sua participação na pauta das exportações do setor, de 18%, no 1T05, para 11%, 2T06. Esse resultado foi conseqüência, sobretudo, da queda de 73% nas vendas de produtos de telecom, destacando o recuo de 83% nas vendas de telefones celulares – de US$ 87 milhões para US$ 15 milhões nos respectivos trimestres.

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Aladi

As vendas externas de US$ 1 bilhão para os países da Aladi tiveram expansão de 50%. Excluída a Argentina, a ampliação das vendas para o grupo foi de 65%. A área de telecom gerou divisas de US$ 310 milhões, dos quais US$ 288 milhões devidos às exportações de telefones celulares (+131%). Com isso, analisa a Abinee, nota-se a transferência de destino de parte das exportações de aparelhos celulares dos EUA e UE para a Aladi.

As exportações para a Argentina cresceram 30%, com maior montante distribuído entre as áreas de telecom (US$ 140 milhões) e componentes elétricos e eletrônicos (US$ 81 milhões). No primeiro caso, novamente, os bens mais vendidos foram os celulares: US$ 110 milhões, ou 78% das exportações de bens de telecomunicações para a Argentina. No segmento de componentes elétricos e eletrônicos, as exportações foram mais pulverizadas, com maior destaque para eletrônica embarcada (US$ 38 milhões).

EUA e Sudeste asiático

Para os EUA, as vendas cresceram meros 1%, o que significou uma queda na participação do país na pauta total de exportações do setor, de 27%, no 1T05, para 22% no 1T06. As exportações de produtos de telecom recuaram 20%.

Para o Sudeste da Ásia, apesar do montante exportado ser menos significativo (US$ 111 milhões), a taxa de crescimento foi de 68%. Em relação aos demais países do mundo (+43%), as exportações totalizaram US$ 241 milhões. As vendas de bens de telecom cresceram 336% em função, principalmente, da elevação das exportações de equipamentos de telefonia pública, que aumentaram de US$ 810 mil para US$ 27 milhões no 1º trimestre de 2006 comparado com o mesmo período do ano anterior.

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