Compartilhamento de infraestrutura não deve ser mandatório, alerta diretor da AT&T


Rio de Janeiro -O compartilhamento da infraestrutura de telecomunicações ou mesmo de frequência só pode ser implementado quando é de interesse entre as partes, e, mesmo assim, depois de um detalhado estudo de seus impactos, alertou o vice-presidente substituto de políticas globais da AT&T, Richard Clarke. Segundo ele, o compartilhamento de recursos, por si só, pode não ser eficiente economicamente. E a infraestrutura passiva  – postes e antenas – é a a parte da rede onde os benefícios do compartilhamento são os mais nítidos.

O compartilhamento da rede ativa, e do core (coração) só é vantajosa, na avaliação do executivo, se for feita com base em um acordo muito detalhado em que os dois lados usem a mesma tecnologia. Os dois exemplos usados neste sentido são a venda  de capacidade no atacado e roaming nacional.

No caso do compartilhamento de espectro, ele alerta que se se tentar fazê-lo para serviços iguais, deve ser assinado um contrato firme de obrigações de investimentos iguais entre as operados, pois, caso contrário, poderá ocorrer “a tragédia dos comuns”, que é uma das duas partes usar o máximo de capacidade de sua banda, sem ampliar os investimentos, prejudicando o acesso da outra operadora. Clarke participa do Internacional Telecomunications Society (ITS).

A jornalista viajou a convite da TIM.

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