Comissário europeu cobra definição “sólida” para neutralidade no continente


Na véspera de rodada de negociações que resultarão na adoção de um mercado comum de telecomunicações na Europa, Andrus Ansip pede também harmonização do espectro.

O vice-presidente para o mercado comum digital da Comissão Europeia, Andrus Ansip, cobrou clareza do Conselho Europeu a respeito da de uma série de questões sobre desenvolvimento das telecomunicações no continente. Ele se disse preocupado com os rumos que o debate para a criação do mercado comum de telecomunicações está tomando. “Os estados-membros estão divididos”, alertou em plenária, ontem à noite (26).

Hoje (27), comissários e estados-membros da União Europeia estão reunidos para negociar a criação do mercado comum para o setor. Ansip cobrou, antes do início das reuniões, uma postura firme sobre a neutralidade e sobre o uso de espectro. “O conceito de neutralidade precisa ser sólido e claramente definido. E com relação ao espectro, mais cooperação na alocação não é uma questão técnica. É para obtenção de qualidade”, resumiu. Ele defendeu a harmonização de espectro na região com um passo para que seja realizada no mundo.

Ansip, juntamente com o comissário Guenther Oettinger, responsável pela área de economia digital e sociedade da CE, substitui Neelie Kroes na instituição, cujo mandato terminou neste mês. Ele também ressaltou que os países precisam entender que o mercado comum europeu “precisa modernizar regras ao consumidor e de propriedade intelectual, além de se adaptar a tecnologias futuras, como big data, computação em nuvem e internet das coisas”, disse. Segundo ele, o mercado comum de telecomunicação representaria ganhos de 260 bilhões de euros por ano para os conjunto dos 28 países da União Europeia.

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