Comércio eletrônico cresce no Brasil. (Veja gráficos.)


Segundo números recém divulgados pela e-bit, empresa de pesquisa e marketing online, o fechamento do primeiro semestre do setor de comércio eletrônico aponta crescimento nominal no faturamento de 79%, quando comparado ao mesmo período de 2005. Nos seis primeiros meses de 2006 foram realizadas vendas de cerca de R$ 1,75 bilhão, em relação  a R$ …

Segundo números recém divulgados pela e-bit, empresa de pesquisa e marketing online, o fechamento do primeiro semestre do setor de comércio eletrônico aponta crescimento nominal no faturamento de 79%, quando comparado ao mesmo período de 2005. Nos seis primeiros meses de 2006 foram realizadas vendas de cerca de R$ 1,75 bilhão, em relação  a R$ 974 milhões de janeiro a junho de 2005.

“Esse valor superou a previsão inicial da e-bit para o setor, que era de cerca de R$ 1,5 bilhão. Se o ano continuar assim, devemos superar também a previsão para o fechamento do ano, que era de R$ ,9 bilhões, e ultrapassar a casa dos R$ 4 bilhões”, diz Pedro Guasti, diretor geral da e-bit.

Entre os principais fatores que influenciaram a alta estão o aumento do número de e-consumidores (pessoas que fazem compras pela internet), uma maior freqüência de compra daqueles que já eram assíduos do comércio eletrônico e a entrada de grandes empresas que passaram a apostar no canal para comercializar seus produtos e serviços.

Segundo Guasti, o investimento de empresas como FNAC (que já vendia online, mas não investia pesado no canal) e a entrada das Pernambucanas, que estreou seu site de vendas em junho deste ano, por exemplo, servem para melhorar a confiança dos clientes na internet e aumentar a penetração das lojas virtuais.

“Números divulgados pela Credicard Itaú mostram que a expectativa da empresa é de que as vendas pagas com cartão de crédito pela internet cresçam cerca de 65% em 2006. Se considerarmos que mais ou menos 80% das compras são pagas com o dinheiro de plástico, isso revela que esse é um setor que gera grande movimento e resultados não só para os varejistas, mas também para empresas de cartão, bancos, etc.”, completa Guasti.
 

Classe C

Um dos destaques do acompanhamento que a e-bit faz sobre o comércio eletrônico nacional desde 2000 é o aumento da participação no comércio eletrônico de pessoas com menor poder aquisitivo (ver gráfico abaixo).

Segundo dados que serão divulgados na 14ª edição do Web Shoppers (www.webshoppers.com.br), relatório produzido semestralmente pela e-bit que traça o panorama do e-commerce, o crescimento do setor superou o patamar projetado pois começa a conquistar parcelas da população da classe C.

Para se ter idéia, em junho de 2001, pessoas com renda familiar de até R$ 1.000,00 representavam 6% das vendas, e aquelas com renda familiar entre R$ 1.000,00 e R$ 3.000,00, cerca de 32%. Em 2006, esses percentuais subiram para 8% e 37%, respectivamente. Já na outra ponta da pirâmide, cerca de 10% das vendas eram para consumidores com renda familiar acima de R$ 8.000,00, o percentual que diminuiu para 8% este ano.

“Se fizermos um cálculo da renda média do e-consumidor, constatamos que, em 2001, os adeptos das compras virtuais tinham renda familiar de R$ 4.014. Já em 2006, esse valor caiu para cerca de R$ 3.683”, explica Guasti.

(Da Redação)

Fonte: e-bit

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