Com WiMax, operadoras podem “invadir” áreas umas das outras


Em 2008, 60% do acesso à banda larga no mundo será por WiMax. A estimativa é considerada excessivamente otimista até mesmo por Cyro Hemsi, gerente da Promon, que expôs o dado, de uma consultoria internacional, em um seminário sobre o tema em São Paulo. Para que a tecnologia atinja esse patamar, precisa, antes, de mais …

Em 2008, 60% do acesso à banda larga no mundo será por WiMax. A estimativa é considerada excessivamente otimista até mesmo por Cyro Hemsi, gerente da Promon, que expôs o dado, de uma consultoria internacional, em um seminário sobre o tema em São Paulo. Para que a tecnologia atinja esse patamar, precisa, antes, de mais um salto tecnológico, de um marco regulatório adequado aos serviços que pode oferecer e, principalmente, que nenhuma outra tecnologia torne-se dominante.

Para o mercado brasileiro, que aguarda ansiosamente a licitação da faixa 3,5GHz para este ano, a chegada do WiMax  promete novos cenários. Até hoje, as grandes concessionárias (BrT, Telefônica e Telemar) respeitam muito a área de atuação das concorrentes, na análise de Hemsi. “Com o WiMax, uma invasão de uma na área da outra é possível, e entendemos que no futuro isso vai acontecer”, prevê o executivo.

O WiMax proporcionará capilaridade para as operadoras e horizontalização (ou convergência de serviços e operações), na análise de Hemsi. O que já vem acontecendo em empresas como Embratel (com Net), BrT e Telemar. Para a TIM (Telecom Itália), ele vê a possibilidade de atuação em segmentos dominados pelas fixas. E, para a Telefônica, uma complementação à banda larga. Para a Vivo, ampliação da cobertura.
WiMax versus 3G

Na visão de Hemsi, o atraso da chegada do 3G no Brasil pode ser positivo para o país. “Na Europa, o 3G, com o UMTS e HSPDA, já está adiantado, investimentos foram feitos em redes”, destaca. “Aqui, por não ter acontecido, há mais espaço para se falar sobre WiMax. É uma opção a mais, com chance de retorno maior (pois o investimento é bem mais baixo que para o 3G)”, completa.

Apesar do cenário positivo, Hemsi comenta que ainda não é conveniente falar no WiMax como uma alternativa triple play. “O foco ainda são condomínios, maiores ou menores, famílias com muitos usuários, além de pequenas e médias empresas”, analisa. Segundo o executivo, o fato de alguns players importantes do mercado, como Cisco e Nextel, não se pronunciarem sobre essa tecnologia, é um fato que contribui para que o WiMax ainda não seja unanimidade entre analistas. 

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