Com teles, penetração da TV paga pode crescer.


Sempre apoiada no benchmarketing que realizou, a Frost&Sullivan também aponta impactos positivos na chegada das operadoras de telecom no mercado de TV por assinatura. Entre eles, a queda nos preços do serviço, como ocorreu na Bélgica e em Hong Kong, cuja estratégia de entrada das operadoras de telecom foi oferecer “mais por menos”. A penetração …

Sempre apoiada no benchmarketing que realizou, a Frost&Sullivan também aponta impactos positivos na chegada das operadoras de telecom no mercado de TV por assinatura. Entre eles, a queda nos preços do serviço, como ocorreu na Bélgica e em Hong Kong, cuja estratégia de entrada das operadoras de telecom foi oferecer “mais por menos”. A penetração do serviço de TV (só 8% no Brasil, é bom lembrar) aumenta, a exemplo, de novo, do que ocorreu com a chegada da PCCW no mercado de TV de Hong Kong.

No Chile e na Itália, a entrada da Telecom Italia levou competição a um setor de mercado praticamente monopolista. E Belgacom e PCCW foram pioneiras na oferta de serviços digitais de TV por assinatura em seus respectivos mercados.

No Brasil, riscos.

A Frost&Sullivan aponta possíveis perigos de longo prazo na abertura “prematura” do segmento de TV por assinatura no Brasil. Entre eles, o fato de haver “apenas” duas empresas de TV paga oferecendo triple play, e de a sua participação nos segmentos de banda larga e telefonia fixa ser pequena. A consultoria argumenta que o negócio de TV por assinatura é fundamental para subsidiar os investimentos dessas operadoras em banda larga e telefonia fixa. E, como vem dizendo a ABTA, a Frost considera que a competição na TV paga ocorre entre as diferentes plataformas tecnológicas – cabo, MMDS e DTH.

No caso das teles, sua entrada na TV seria subsidiada pela receita gerada pelo negócio de telefonia fixa. E, nesse segmento, o nível de competição no Brasil é o mais baixo entre os países analisados.

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