Com segurança digital, Siemens quer maior participação em serviços


Dentro de uma estratégia de aumentar a participação no setor de serviços, a Siemens anunciou hoje, 9, em São Paulo, uma parceria com ETEK, a fim de atuar no setor de segurança digital. Para tanto, a empresa inaugurou este ano um novo Security Operational Center (SOC), no bairro da Lapa. Os investimentos foram na ordem …

Dentro de uma estratégia de aumentar a participação no setor de serviços, a Siemens anunciou hoje, 9, em São Paulo, uma parceria com ETEK, a fim de atuar no setor de segurança digital. Para tanto, a empresa inaugurou este ano um novo Security Operational Center (SOC), no bairro da Lapa. Os investimentos foram na ordem de R$ 2 milhões, com 20 funcionários contratados para o SOC.

“Com as redes IP, a segurança digital tornou-se item obrigatório para qualquer empresa”, destaca Aluizio Byrro, vice-presidente da Siemens. Com a iniciativa, a empresa pretende aumentar de 30% para 40% a participação dos serviços no segmento Enterprises (corporativo).  E conseguir, nos mesmos 5 anos, 10% da participação de mercado.

A empresa já começa a operação da área de segurança digital com três clientes: dois governamentais e um banco. Soma-se a isso mais 10 grandes clientes ETEK, formando a carteira da parceria. “Nosso foco são grandes empresas (segmentos “big” e “large”)”, revela Marcos Cunha, diretor de telecomunicações para empresas da Siemens. "Não é para pequenas e médias empresas", destaca. Bancos, Indústria e Telcos são alvos. Há diferentes tipos de serviços: desde monitoramento remoto total ou parcial, passando por gerenciamento de infra-estrutura com equipe alocada no site do cliente, até prestação de serviço mensal, que engloba toda solução de segurança, abrangendo hardware e software.

Sob medida
“É um serviços sob medida, há clientes (como bancos e telcos) que desejam confidencialidade sobre seus dados”, explica Cunha.  Outro filão interessante, segundo o executivo, é atuar em empresas que não tem a tecnologia como atividade rotineira da companhia, caso de uma indústria de alimentos, por exemplo. O target são companhias com, no mínimo, 1 mil funcionários e orçamento de TI de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões por ano.  A Siemens tem como meta aumentar em 25% a venda de serviços associados a redes convergentes até o final do ano comercial (setembro de 2006). As previsões do mercado em geral para esse setor são de incremento de 12%.

A ETEK, parceira da Siemens na empreitada, atua há 32 anos no ramo, “com foco 100% em segurança”, frisa seu presidente no Brasil, Pedro Goyn. No país, está presente há dez anos e atua também na Argentina, Chile e Colômbia, além dos EUA. Para 2006, o mercado latino-americano para serviços gerenciados de segurança é de R$ 228 milhões, segundo estimativas da Frost & Sullivan. Para o Brasil, R$ 91 milhões. Espera-se que, daqui a cinco anos, esse número esteja em quase R$ 750 milhões na América Latina e R$ 300 milhões por aqui.

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