Com salto no lucro, Huawei quer inovação com foco para bater americanas


Chinesa se compara à tartaruga que compete com a lebre: é preciso manter o foco e seguir em frente para vencer. Receita da companhia avançou 8,5%, puxada por área corporativa e de consumo, e lucro foi 34,4% em 2013, na comparação com ano anterior. Segmento de redes foi bem na América Latina.

CEO da Huawei diz que inovação dispersa pode ser um canto de morte
CEO da Huawei diz que inovação dispersa pode ser um canto de morte

A Huawei apresentou nesta segunda-feira (31) os resultados financeiros e operacionais para o ano de 2013, em que demonstrou sua força como companhia. A chinesa registrou receita de 239 billion de yuans, alta de 8,6% em relação aos 220,2 bilhões de yuans no ano anterior. O destaque, no entanto, ficou para o avanço no lucro líquido de 21,003 bilhões de yuans, avanço de 34,4% em relação ao registrado em 2012. De acordo com a companhia, o aumento da lucratividade do negócio é resultado principalmente às transformações gerenciais internas, que reduziram custos operacionais. A margem de lucro bruta, na comparação ano a ano, aumentou 1,2 ponto percentual, para 41%.

Os resultados positivos foram puxados principalmente pelos segmentos corporativos e de consumo, com crescimento de 35%. A área de redes para operadoras registrou crescimento modesto, conforme salientou a Huawei. As vendas para o mercado chinês foram 14,2% maiores na comparação ano a ano. A receita com negócios na Europa, Oriente Médio e África (EMEA) aumentaram 9,4%.

A região Ásia-Pacífico registrou crescimento de 4,2% a.a.. A Huawei obteve forte resultado na América Latina, mas este foi ofuscado pela estagnação nos Estados Unidos (o país tem fechado suas portas para a gigante chinesa alegando questões de segurança). Assim, no ano de 2013, a receita da chinesa nas Americas retraiu 1,3% na comparação com 2012, somando 31,428 bilhões de yuans.

Futuro
Quanto ao futuro, a Huawei mostrou-se absolutamente convicta sobre a meta de vencer as empresas norte-americanas. Para isso, a chinesa diz que sua estratégia deve ser a mesma do conto em que uma lebre compete com uma tartaruga: ter muito foco e trabalhar duro, sem tempo para apreciar flores no caminho, ou tirar uma soneca em baixo de uma árvore. No conto, a tartaruga acaba vencendo a displicente lebre.

“Só poderemos superar as empresas americanas quando a nossa área de foco for tão grande como a ponta de uma agulha. Se ampliarmos a área de foco para o tamanho da cabeça de um fósforo ou a ponta de uma vara , superar empresas americanas estará fora de questão”, escreveu Ren Zhengfei, em sua carta aberta do CEO.

O executivo foi enfático ao exigir: “empresas que não estão na rota têm que aprender com as empresas de sucesso, manter as operações estáveis ​​e confiáveis ​​, e manter o sistema de gestão racional , eficaz e simples. Devemos evitar a inovação cega. Se houver pedido de inovação em todos os lugares, haverá uma canção de morte para nós”.

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