Com queda nas receitas, serviços de informação e comunicação recuam em agosto


(Fonte: Shutterstock Lucian3D)

Os serviços de informação e comunicação recuaram 0,6% em agosto frente a julho, a segunda taxa negativa seguida e a sexta do ano. Na comparação com igual mês do ano passado, a queda foi de 1,1%, de acordo com a pesquisa mensal do IBGE, divulgada nesta terça-feira (16). No acumulado do ano, a variação ficou negativa em 1,7% e em 1,6% nos últimos 12 meses.

Entre os serviços que compõem esse segmento, os de audiovisuais tiveram a pior desempenho em agosto com perdas de 1,7%. Na comparação anual a queda foi ainda maior, de 3,8%. No ano, o recuo é de 2,7% e de 2,4% considerando os últimos 12 meses.

Os serviços de TI também tiveram queda maior em agosto, de 0,7%, mas na comparação anual o desempenho está positivo em 0,2%. Assim como tiveram variação positiva no acumulado do ano (3,6%) e nos últimos 12 meses (2,3%).

Os serviços de telecomunicações recuaram 0,3% em agosto e 1,2% na comparação anual. No acumulado do ano a queda foi de 3,7% e de 3,6% nos últimos 12 meses.

Já os serviços de TIC caíram 0,2% em agosto e 0,7% na comparação anual. No acumulado do ano a queda foi de 1,5%, enquanto nos últimos 12 meses o recuo ficou em 1,4%.

De acordo com o IBGE, a queda mensal nos serviços de informação e comunicação foi justificada, em grande medida, pela redução na receita de consultoria em tecnologia da informação, telecomunicações, operadoras de TV por assinatura e desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis.

No ano, o resultado negativo veio da retração na receita vinda dos segmentos de telecomunicações e de consultoria em tecnologia da informação.

Avanço

Em agosto, o setor de serviços cresceu 1,2% frente ao mês anterior, após também avançar em junho (4,9%) e recuar 2% em julho. Em comparação a agosto de 2017, o setor de serviços teve crescimento de 1,6%, terceira taxa positiva do ano nesse tipo de confronto.

O acumulado do ano ficou em -0,5%, a queda menos intensa desde dezembro de 2014 (2,5%). O acumulado dos 12 meses, ao passar de -1% em julho para -0,6% em agosto de 2018, manteve a trajetória predominantemente ascendente desde abril de 2017 (-5,1%) e marcou a taxa negativa menos intensa desde junho de 2015 (-0,2%), disse o IBGE.

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