Com polo de P&D em 5G e fabricação local, Ericsson foca EUA


A Ericsson anunciou na última semana que vai investir na criação de um centro de pesquisa em 5G nos EUA. A expectativa da empresa é contratar mais de 300 pesquisadores e engenheiros no país. Eles vão desenvolver novos produtos em software com foco em banda base. A previsão da empresa é que já em 2019 produtos comerciais sejam lançados como resultado do investimento.

Outras áreas em que a empresa vai deslocar capital para o país são inteligência artificial e automação. Motivos para concentrar investimentos ali, a Ericsson tem. Os EUA são o primeiro mercado, em receita, da companhia Sueca.

Também há previsão de que seja um dos primeiros em que operadoras vai lançar comercialmente serviços baseados na quinta geração de redes móveis. Para a companhia, haverá 150 milhões de conexões 5G no mundo até 2023, quase metade disso concentrada na América do Norte.

Além dos centros de P&D, a Ericsson vai começar a fabricar produtos nos EUA a partir do quarto trimestre. Os produtos serão feitos por um parceiro local, chamado Jabil, localizado em St. Petersburg, na Flórida.

Conforme Vinicius Dalben, VP de estratégia da Ericsson Brasil, o movimento faz sentido uma vez que a previsão de demanda é grande na América do Norte, o principal mercado da companhia. A região foi a única a ter aumento nas vendas no último trimestre, conforme o balanço do segundo trimestre da companhia.

“Diferente do 3G ou 4G, em que a operadora comprava e montava a rede inteira, o 5G está surgindo muito baseado no caso de uso. Isso justifica estar perto dos clientes para desenvolver o produto mais interessante à demanda”, explica.

O executivo diz produtos feitos no Brasil são exportados para os EUA. Mas minimiza os efeitos que a fabricação local, via parceiro, terá. Em termos globais, a estratégia é benéfica para a empresa como multinacional. “A fabricação é alocada nas diferentes fábricas da Ericsson pelo mundo conforme a viabilidades e custos”, lembra.

A manufatura da Jabil prevê a montagem de equipamentos e o embarque do software criado pelos centros de pesquisa no país. A empresa não revela o montante investido.

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