Com Intelig, TIM vai ser mais agressiva na banda larga.


O presidente da TIM Participações, Luca Luciani, afirmou que a incorporação da Intelig irá fazer com que a operadora móvel torne-se mais agressiva no mercado corporativo e na banda larga. “A 3G não é só acesso e cobertura. É preciso que a rede tenha mais capacidade para transportar dados, e o backbone da Intelig é …

O presidente da TIM Participações, Luca Luciani, afirmou que a incorporação da Intelig irá fazer com que a operadora móvel torne-se mais agressiva no mercado corporativo e na banda larga. “A 3G não é só acesso e cobertura. É preciso que a rede tenha mais capacidade para transportar dados, e o backbone da Intelig é fundamental”, assinalou o executivo. A incorporação da operadora fixa à TIM será discutida pelo conselho diretor da Anatel esta semana.

Segundo Luciani, a aquisição da operadora de longa distância irá propiciar sinergia que poderá acrescentar mais de 2,5 pp na margem do Ebitda (geração de caixa) nos próximos trimestres. Essa sinergia será provocada pela diminuição dos gastos no custo da rede; participação maior na oferta de voz para o mercado corporativo; e ampliação de ofertas convergentes.

Neste trimestre, a TIM, sem a espelho, já reduziu 14% os custos de interconexão e aumentou o número de minutos falados por mês (MOU). Segundo Luciani, essas duas iniciativas não estão vinculadas à decisão da Anatel de discutir o custo da VU-M (tarifa de interconexão da rede móvel) a partir de 2010, mas sim ao esforço da operadora em fazer crescer o tráfego on net. “O valor está na criação da comunidade”, completou. Segundo o presidente, as ligações feitas dentro da comunidade trazem mais rentabilidade para a empresa.

Banda

Luca Luciani afirmou que em breve as operadoras móveis irão precisar de mais banda em São Paulo para a oferta da banda larga, apoiando, assim, a recente decisão da Anatel, de lançar para consulta pública a nova destinação da frequência de 2,5 GHz, a qual reserva quase todo o espectro para as novas tecnologias da telefonia celular. Mas o executivo não se mostrou muito entusiasmado com a futura venda de frequência em 450 MHz.

Renegociação

Depois da ameaça do trimestre passado, a qual o executivo informava que iria fazer uma troca de fornecedores porque considerava os preços cobrados muito altos, Luciani disse que a operadora conseguiu redução de até 50% no valor dos equipamentos.

Para o cliente pré-pago, a TIM entende que a venda do chip é uma iniciativa que deve ser cristalizada. Mas para o pós-pago, a empresa aposta nos telefones mais sofisticados, principalmente os smartphones, que são mais eficientes e ocupam menos as redes de dados das operadoras.

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