Com exceção do Brasil, Telefónica vai unificar e vender suas operações na América Latina


José María Álvarez-Palette, presidente da Telefónica

Depois de dois dias de reunião do Conselho de Administração, a Telefónica anunciou hoje cinco decisões estratégicas da companhia que, de alguma forma, representam uma reviravolta no modelo que ela vinha aplicando até agora. Uma das principais é a concentração de investimentos e crescimento em cinco mercados prioritários — Brasil, Espanha, Alemanha e Reino Unido. Juntas, essas operações respondem por 80% das receitas e geração de caixa do grupo espanhol. Outra decisão vai agrupar as demais operações latino-americanas em uma spin off operacional sob uma gestão única e possível venda ou atração de novos investidores.

O novo direcionamento prevê que as quatro operações consideradas estratégicas irão se reportar diretamente ao CEO do grupo, José Maria Álvarez Pallete. A ideia é de  priorizar os países onde a companhia pode ser relevante e crescer de forma sustentável a longo prazo e garantir oportunidades de expansão.A expectativa com as novas medidas é de gerar mais de 2 bilhões de euros adicionais de receita e dois pontos percentuais a mais na margem de fluxo de caixa operacional (FCO).

Já o spin off onde estarão as demais operações da América Latina — Argentina, Chile, México, Colômbia, Venezuela e Peru — será dirigido por Alfonso Gómez que até agora respondia pela Hispam Norte. Como parte dos compromissos dessa filial estará a atração de investidores e a busca de sinergias com outros agentes econômicos. Um exemplo disso já foi anunciado semana passada com o acordo realizado pela Telefónica México para utilizar a última milha da rede da AT&T.

As demais decisões estratégicas envolvem a criação da Telefónica Tech, onde estarão reunidos negócios de maior potencial de crescimento, como big data, cloud, Internet das Coisas e segurança da informação; a criação da Telefónica Infra, que se encarregará da gestão da infraestrutura; e, por fim, a redefinição corporativa, com mudança no organograma e na estrutura do Comitê Executivo do grupo Telefónica.

Anterior Câmara aprova PL que altera incentivos da Lei de Informática
Próximos Consulta pública de edital 5G não deve tratar da interferência, mas surge nova proposta para migração da TVRO

Sem comentários

Deixe o seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *