Com DirecTV, receita da AT&T cresce 19%


Companhia mostrou crescimento de dois dígitos também no EBITDA. Na América Latina, Directv sofreu impacto do câmbio e apresentou queda na receita. Brasil teve maior parte dos desligamentos de TV paga.

A operadora de telecomunicações dos Estados Unidos AT&T divulgou no final da tarde de hoje, 22, o balanço financeiro para o terceiro trimestre do ano. A novidade é que o material já reflete a aquisição da DirecTV – controladora da Sky no Brasil – operação concluída em julho.

A receita da AT&T cresceu 19% no período, em comparação com o mesmo trimestre de 2014, atingindo o montante de US$ 39,1 bilhões. O fluxo de caixa apresentado no período foi de US$ 10,8 bilhões, e o caixa livre ficou em US$ 5,5 bilhões e o capex em US$ 5,3 bilhões. O custeio também aumento, de US$ 22,5 bilhões para US$ 33,2 bilhões.

O lucro líquido ficou em US$ 3,08 bilhões. O EBITDA, lucro antes de pagamento de juros e amortizações, ficou em US$ 13 bilhões, 25,9% maior que um ano antes. A companhia terminou setembro com dívida líquida de US$ 120 bilhões, equivalente a 2,28x o EBITDA anual.

O CEO da companhia comemorou o resultado. “Agora temos ativos que nos tornam únicos e a primeira operadora totalmente integrada dos Estados Unidos. Nossa integração com a Directv está indo bem e apenas estamos na superfície das vendas cruzadas de vídeo, telefonia móvel e banda larga”, destacou o executivo, Randall Stephenson.

No período, a companhia obteve 2,5 milhões de novos usuários móveis, dos quais 1,6 milhões foram de carros conectados. Outros 192 mil usuários passaram a assinar banda larga e 26 mil de TV paga (pela DirecTV). O churn geral, considerado baixo, caiu para 1,33% – na telefonia móvel pós-paga, é de 1,16%.

América Latina
Como a Directv tem negócios na América Latina, o balançou trouxe uma pequena rubrica sobre o tema, no qual não se fala quase nada de Brasil. A empresa perdeu 113 mil assinantes de TV paga na região, a maior parte, não especificada, por aqui.

O faturamento na América Latia foi de US$ 945 milhões, menor 25% que no trimestre igual de 2014. Apenas o Brasil significou US$ 493 milhões. A queda na receita aconteceu devido à desvalorização das moedas locais em relação ao dólar. Sem este impacto monetário, teria havido crescimento de 18%.

 

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