Com digitalização, Thomson cresce 50% em 2007


A Thomson, empresa que fabrica os setopboxes digitais para a Sky, Net e DirecTV America Latina, tem muitos motivos para comemorar o ano de 2007. A crescente digitalização das redes de cabo, a entrada da Telefônica no mercado de TV paga e o aumento das vendas de banda larga devem aumentar os ganhos da empresa, …

A Thomson, empresa que fabrica os setopboxes digitais para a Sky, Net e DirecTV America Latina, tem muitos motivos para comemorar o ano de 2007. A crescente digitalização das redes de cabo, a entrada da Telefônica no mercado de TV paga e o aumento das vendas de banda larga devem aumentar os ganhos da empresa, que no ano passado faturou cerca de US$ 100 milhões no Brasil. Uma das principais fornecedoras de decodificadores da Net, que pretende digitalizar quase metade de sua base de 2,3 milhões de assinantes até o final desse ano, a Thomson registrou um crescimento de 50% no volume de produção este ano, tendo fabricado mais de um milhão de setopboxes digitais em 2006.

Para atender tamanha demanda, a empresa remodelou uma de suas fábricas, deixando uma linha exclusiva para a fabricação de decodificadores digitias. Recentemente, durante dois meses, a empresa enfrentou um problema de fornecimento, devido ao rápido ritmo de digitalização experimentado este ano. “Fomos pegos meio de surpresa pelo crescimento, que está acima do que havíamos previsto no ano passado”, explicou Sundeep Jinsi, diretor comercial da Thomson. “Em agosto do ano passado eu teria previsto algo 40% menor do que o crescimento efetivo deste ano”, disse, ressaltando que, com a remodelação da fábrica, a empresa conseguiu atender a demanda, “e tem até folga para o ano que vem”.

Para 2008 o crescimento da produção dependerá da entrada da Telefônica no mercado de televisão paga, explica o executivo, que está em negociações com a operadora. “Se a Telefônica entrar pesado no mercado, prevemos um crescimento perto de 50%. Se ela começar mais leve, cresceremos uns 20%”, avaliou. De qualquer modo, a entrada da Telefônica vai sacudir o mercado, pois seus preços estão bastante competitivos, observou Jinsi. Ele ressalta que, com o custo do decodificador não é alto – tanto que todas as empresas os fornecem em regime de comodato -, o mercado será determinado por uma equação entre preço e serviços. E destaca que “não vai adiantar o preço ser baixo se os serviços forem ruins. O mercado não vai aceitar uma qualidade baixa de serviços a qualquer preço”.

A empresa também fabrica os modems para os serviços de banda larga da Telemar e da Telefônica, com uma produção média de 400 mil unidades por ano. E prepara o lançamento de um decodificador e gravador de vídeos de alta definição (HD-DVR), para meados de 2008, “quando o mercado para este produto vai estar mais maduro”, conclui.

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