Com desoneração, Assespro prevê aumento de R$ 20 bi nas exportações até 2020.


A desoneração da folha de pessoal para as empresas de software, incluída na nova política industrial do país, lançada nesta terça-feira (2), foi comemorada pela Assespro (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação). Segundo o vice-presidente da entidade, Rubén Delgado, essa era uma reivindicação antiga do setor e que representará uma maior competitividade dessa indústria.

A expectativa da Assespro é um maior investimento dos empresários do setor, que resultará em mais contratação e mais formalização de empregos. Pelas contas da entidade, a perspectiva é de que as exportações do setor gerem mais R$ 20 bilhões e que sejam criados 750 mil empregos até 2020. “O governo fez a parte dele, agora falta a nossa”, disse Delgado.

No plano, está prevista a redução a zero da alíquota de 20% para o INSS do setor. A desoneração é parte da Medida Provisória que institui a política industrial. Em contrapartida, será cobrada uma contribuição sobre o faturamento com alíquota de 2,5%, taxa muito próxima do que reivindicava o setor, que era de 2,4%.

Delgado disse que a união do setor contribuiu para que governo e empresários chegassem a um acordo sobre a alíquota a ser cobrada. Por essa razão, assegurou que o setor não trabalhará no Congresso Nacional para reduzir o percentual estabelecido na medida provisória. “Isso só iria atrapalhar a aprovação do plano”, justifica.

Anterior Medidas são importantes, mas não resolvem o défici setorial, alerta Abinee.
Próximos Pesquisa recomenda que operadoras invistam em computação em nuvem