Com banda larga popular, Net reforça vendas do Net Fone.


Primeira operadora a oferecer o serviço de internet popular no Estado de São Paulo, dentro do programa de isenção de ICMS criado pelo governo estadual, a NET Serviços trabalha com a possibilidade de conquistar não apenas clientes de banda larga mas também do serviço de telefonia fixa. A operadora, que iniciou a oferta da banda …

Primeira operadora a oferecer o serviço de internet popular no Estado de São Paulo, dentro do programa de isenção de ICMS criado pelo governo estadual, a NET Serviços trabalha com a possibilidade de conquistar não apenas clientes de banda larga mas também do serviço de telefonia fixa. A operadora, que iniciou a oferta da banda larga popular (com velocidade de 200 Kbps e mensalidade de R$ 29,80, com modem incluído) no dia 23 de dezembro, está oferecendo tanto o serviço separadamente quanto numa oferta combinada com o Net Fone.com, pacote de serviços que reúne internet, telefone fixo e acesso aos canais abertos e públicos por meio da rede a cabo da Net. O Net Fone oferece ligações locais gratuitas para outros net fones e cobra à parte as chamadas para clientes de outras operadoras.

"Entendemos que a oferta combinada não se configura em venda casada (proibida pela legislação) porque o cliente tem opção de escolha e pode optar apenas pelo serviço de internet", comenta Marcio Carvalho, diretor de produtos e serviços da Net. "Mas vamos trabalhar para convencer os usuários de que por R$ 10,00 a mais ele pode ter também o serviço de telefonia fixa, e acessar com mais qualidade os canais abertos e públicos de TV via cabo", completa.

O serviço Net Fone.com já faz parte dos pacotes da operadora. Com mensalidade de R$ 39,90, tem uma base de mais de 200 mil usuários, segundo Carvalho. A diferença é que antes o pacote era oferecido com velocidade de 100 kbps e agora com 200 kbps.

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Sem divulgação

A Net não realizou e nem tem programada uma campanha de divulgação específica para o programa da banda larga popular. A operadora não pretende acelerar vendas neste momento, mas avaliar o comportamento dos usuários. "É um aprendizado", observa Fernando Mousinho, diretor de Relações Institucionais da Net, explicando que a empresa busca um modelo de ganho no mercado de banda larga mas sem perda de receitas.

De acordo com Carvalho, as vendas estão sendo feitas por canais terceirizados e televendas para a oferta da banda larga popular. O executivo não revela números, porém, informa que a adesão ao programa ajudou nas vendas entre Natal e Ano Novo, um período tradicionalmente fraco. "Muita gente comprou computador no Natal e agora irá contratar o acesso à Internet", acredita ele. A operadora cede o modem em comodato e provedor de acesso gratuito. Em contrapartida, é exigido um período mínimo de contrato de 12 meses.

O serviço está sendo oferecidos nas 48 cidades do Estado de São Paulo onde a Net tem sua rede a cabo. A expansão se dará na medida em que a operadora for ampliando sua cobertura. A empresa planeja manter neste ano o mesmo volume de investimentos de 2009, quando aplicou R$ 1 bilhão em manutenção e expansão da rede.

Receitas

Em outubro, quando anunciou que a operadora estudava a adesão ao programa, o presidente da Net Serviços, José Antônio Felix, disse que a Net "enxergava com muito bons olhos e otimismo a iniciativa do governo de São Paulo". Na época, avaliou que o negócio poderia gerar R$ 200 milhões em receitas para a Net. O cálculo se baseia nos dados da Pnad/IBGE que indicam a existência de 1,3 milhão de assinantes no Estado que acessam a Internet por meio de dial up (acesso discado).

"Se 100% desse 1,3 milhão aderir ao pacote, seriam R$ 400 milhões ao ano para todo o Estado. A Net, evidentemente, não está em todo o Estado, mas, se a empresa capturar 40% desse mercado, significa um potencial de receita de R$ 200 milhões por ano", estimou à época o presidente da Net. "Estamos agora trabalhando para buscar esse número", disse hoje ao Tele.Síntese Marcelo Carvalho. (Da redação)

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