Cobre poderá entregar 10 Gbps em dois anos, prevê Alcatel-Lucent


A Alcatel-Lucent prevê que em cerca de dois anos operadoras de telefonia fixa já recorram à tecnologia XG-Fast, anunciada em julho. A solução é capaz de atingir velocidades de 10 Gbps em uma rede híbrida de fibra óptica e cobre.

A novidade foi demonstrada nesta terça-feira (11) a jornalistas e analistas no Bell Labs, laboratório de pesquisa e desenvolvimento  da companhia, situado em New Jersey* (EUA).

Segundo a empresa, foi possível alcançar a velocidade ampliando a extensão da fibra, que deverá chegar a até 50 metros da casa do cliente. Entre a fibra e o cobre, uma estação de vectoring continua a ser usada, para impedir o cruzamento de linhas.

Os pesquisadores da empresa afirmam que a solução é compatível com redes de cobre de mais de 100 anos de idade e poderia ser implementada por operadoras do Brasil sem muita dificuldade, uma vez que a solução integra redes legadas à infraestrutura de fibra óptica em desenvolvimento.

A velocidade de 10 Gbps foi alcançada com cobre de 30 metros. A empresa conseguiu, inclusive, separar diferentes canais de transmissão de dados, fazendo com que um mesmo cobre seja responsável por mais de uma conexão VDSL.

Inovações sem data para chegar ao mercado
Os pesquisadores do Bell Labs também demonstraram hoje diferentes recursos que vêm criando para tornar as redes mais inteligentes. O principal, ainda sem nome e sem previsão para se tornar um produto comercial, é uma rede LTE ou Wifi, controlada por proximidade e aplicativo. A rede é capaz de “seguir” o usuário e atender a solicitações realizadas por um app similar a um chat, provisoriamente chamado de Wire App.

O sistema usa localização por meio de gatilhos ou sensores (beacons), que detectam a proximidade de um usário, e automaticamente reconfigura aquela rede local às necessidades desta pessoa. “No futuro, as operadoras não vão calcular o funcionamento de uma rede pelo pico, pois com o sistema, a rede pode se alterar automaticamente, reduzindo capacidade quando ociosa, e ampliando quando demandada”, diz Sanjay Patel, do Bell Labs.

Outra possibilidade da tecnologia é retirar intermetidários na aquisição de novos produtos, como incremento de velocidade, por exemplo. Bastaria ao usuário dizer o que deseja, via chat, que o sistema interpreta o pedido, informa os preços e, sozinha, redefine a rede.

Segundo os pesquisadores do Bell Labs, as small cells da empresa já estão sendo entregues com recursos de geolocalização dos usuários compatíveis com o sistema.

Eles demonstraram também uma plataforma de agregação de banda para redes LTE. O sistema seria capaz de dizer quando a rede precisará entrar em modo de agregação para entregar maior capacidade por usuário, e quando seria capaz de separar as bandas, permitindo um uso mais pulverizado e compartilhado da infraestrutura. De acordo com os pesquisadores, o gerenciamento de bandas para agregação seria o primeiro passo para tornar o 5G viável.

*O repórter viajou a convite da Alcatel-Lucent.

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