Cloud: Oi vai de soluções focadas. Vivo prega nuvem comunitária


As soluções de nuvem das operadoras Oi e Vivo para a administração pública são as mesmas que estão oferecendo ao mercado corporativo. Ambas apresentaram hoje, 11, durante o Encontro Wireless Mundi, realizado em São Paulo pela Momento Editorial, as suas soluções e as duas empresas defenderam que o melhor modelo para cada instituição passa pelo modelo de nuvem híbrida, com aplicações críticas em nuvens privadas e aplicações generalistas em nuvens públicas, como os serviços que oferecem. O que diferencia as duas estratégias é modelo sugerido. A Oi busca atrair o cliente governo para a nuvem com soluções segmentadas para determinadas atividades, enquanto a Vivo vê na nuvem comunitária uma estratégia mais adequada para seduzir a administração pública para sua nuvem pública.

“Como estamos vendo em outros países, como o Canadá, a nuvem comunitária é um modelo bastante adequado para a administração pública, pois permite a diversos órgãos de um mesmo governo compartilharem a mesma nuvem”, disse Samir Mazzer Chuffi, gerente de Serviços IT Cloud B2B da Vivo. Já a Oi vem procurando desenvolver pilotos com clientes da área pública e privada, no caso o serviço em nuvem para o trabalho remoto. Outros serviços focados da empresa, relatou André Loureiro, gerente de Ofertas de Produtos Cloud e Data Center da Oi, envolvem controle de frotas e de equipes em campo, além dos tradicionais oferecidos por todos os provedores de data center.

Interconectar soluções

Com cem data centers em todo o mundo, sendo quatro deles no Brasil, a norte-americana Equinix, que adquiriu a operação da Alog no país, quer ser reconhecida não só pela sua solução de nuvem, a Cloud Exchange, mas por ser um provedor capaz de interconectar todos as nuvens de diferentes provedores de nuvem que estão hospedadas em seu data center, caso do Facebook e Netflix aqui no Brasil. “Entendemos que nuvem é um modelo de negócios e que o melhor modelo é aquela que atenda às necessidades do cliente, e por isso modelo híbrido é o mais recomendado”, comentou Marcos André Freitas, gerente de suporte técnico da Equinix Brasil.

O cliente governo, como acontece nos demais provedores de serviços em nuvem, ainda representa um porcentual muito pequeno dos clientes. “O governo não é um new adoptar, pelas suas próprias características, mas os debates deste seminário mostram que a administração pública está amadurecendo para adotar os servi;os em nuvem”, disse Heloisa Tricate, engenheira de Valor para o Setor Público da SAP. Segundo ela, que também defende o modelo híbrido, os governos começam a chegar na nuvem não porque buscam serviços em nuvem, mas porque buscam soluções que estão na nuvem. Obrigada a mudar o seu modelo tradicional de negócios de venda de licenças de software de gestão empresarial para não perder o bonde do avanço tecnológico, a SAP, segundo Heloisa, oferece serviços em nuvem na forma que for demandada pelo cliente. Seja infraestrutura como serviço, plataforma como serviço ou software como serviço.

O Wireless Mundi discutiu a adoção da nuvem na administração pública em dois painéis. O primeiro tratou da visão dos gestores públicos e das experiências em andamento nos governos, seja de nuvem privada ou pública, e o segundo discutiu a oferta dos provedores de tecnologia para o setor público.

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