Cleartech aposta em robustez para portabilidade


Uma das cinco empresas que entregaram propostas para a solução técnica de suporte à portabilidade no Brasil, no início desta semana, a Cleartech aposta na robustez do seu sistema como diferencial competivivo para vencer a concorrência. O resultado poderá ser anunciado na próxima reunião do Grupo de Implementação da Portabilidade (GIP), marcada para os dias …

Uma das cinco empresas que entregaram propostas para a solução técnica de suporte à portabilidade no Brasil, no início desta semana, a Cleartech aposta na robustez do seu sistema como diferencial competivivo para vencer a concorrência. O resultado poderá ser anunciado na próxima reunião do Grupo de Implementação da Portabilidade (GIP), marcada para os dias 12 e 13 de setembro, e a assinatura do contrato está prevista para o dia 24 do mesmo mês. Disputam a concorrência a Telcordia, em parceria com a Tivit, o NIC.br, a Syniverse, com a HP, e a Unitec.

Para Marcos Bellotti, gerente de assuntos regulatórios da Cleartech, “a robustez do sistema será um diferencial importante, e estamos trabalhando muito nesse quesito”. Ele destaca que a portabilidade brasileira será a segunda maior do mundo, atrás apenas da realizada nos EUA, e que aqui o processo foi muito bem encaminhado pela Anatel, que “das experiências mundiais, escolheu o que há de melhor”. A ABR Telecom (Associação Brasileira de Roaming), escolhida como entidade administradora da portabilidade no país, “colocou níveis muito altos de qualidade de requisitos técnicos”, salientou.

Por isso, o executivo acredita que não será “a plataforma tecnológica que vai trazer algum entrave à portabilidade numérica no Brasil”. Se houver problemas, eles deverão ocorrer em relação ao prazo de implementação, “bastante agressivo”, ou nos projetos e arquiteturas, que terão se adaptar aos parâmetros nacionais. “Todas as soluções terão alguma tropicalização, por conta da regionalização, estrutura de rede, impostos”, observa Bellotti. Ele avalia que a diferenciação entre as propostas se dará em três níveis: forma de atendimento, “para responder ao padrão proposto”; experiência, “a Anatel quer algo já testado e aplicado em outros lugares”; e preço, “pois, por mais que não seja um modelo de lelilão em que o menor preço é determinante, este é um dos fatores que será levado em consideração”.

O software escolhido pela Cleartech é da empresa norte-americana NeuStar, responsável pela manutenção do código de acesso com troca de operadora em todo os EUA. Para a parte de infraestrutura, a subcontratada é a EDS, que opera mundialmente como provedora de infraestrutura de tecnologias da informação. A Cleartech atua como uma cleaning house nacional, ou seja, faz a mediação das regras de negócios entre as empresas, operando a base de dados centralizada.

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