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A Claro Brasil divulgou nesta noite, 24, o resultado do terceiro trimestre do ano. A operadora registrou uma queda de 2,5% na receita, que ficou em R$ 8,87 bilhões. No entanto, graças um plano de redução de custos operacionais, obteve aumento do lucro antes de impostos e amortizações (EBITDA), de 5,7%, para R$ 2,66 bilhões. A companhia não divulga o lucro líquido.

A empresa informou um crescimento na base de assinantes de telefonia móvel pós-pagos de 11,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. “Considerando as linhas de serviços de voz e dados, sem banda larga e M2M, o crescimento foi de 15,9%”, afirma.

A tele, que pertence ao grupo mexicano América Móvil, e reúne Claro, Net e Embratel no Brasil, fechou o período com 57,1 milhões de acessos móveis, 27,9% de participação no mercado. Com Net e Embrate, tem 8,9 milhões de clientes (31,2% de market share). A empresa afirma ter 47% de participação no mercado de ultra banda larga, com 1,7 milhão de clientes. Na TV paga, tem 51% de fatia.

A Claro no ano

De janeiro a setembro, a empresa também teve queda nas receitas, mas aumento no EBITDA. O faturamento ficou em R$ 26,6 bilhões nos primeiros nove meses deste ano, ante R$ 27 bilhões em 2016. Já o lucro antes de impostos, depreciações e amortizações cresceu de R$ 7,48 bilhões ano passado, para R$ 7,81 bilhões agora. Também a margem melhorou, passando de 27,7% para 29,3%.

Resultados da América Móvil

A holding multinacional à qual a Claro pertence também divulgou seus resultados. A companhia ampliou a base de assinantes móveis em sete dos 11 países em que tem operação. Encerrou setembro com 280 milhões de clientes móveis no mundo. No período, o país em que mais perdeu acessos celulares foi o Brasil, onde teve retração de 6,2%.

Em linha fixa (incluindo banda larga), experimentou fenômeno parecido. Brasil e Peru tiveram perda de clientes, mas nos demais países, cresceu. Terminou setembro com 82,56 milhões de assinantes fixos.

A empresa vê sua fonte de receitas migrar de voz para dados, como acontece com o mercado de telefonia em geral. A receita com dados móveis cresceu 22% ano a ano, e já representa 35,6% do total faturado com redes móveis. A receita média por usuário cresceu em todos os países.

A receita do grupo mundial aumentou 6,9%, para 249,4 bilhões de pesos mexicanos (equivalente a US$ 12,9 bilhões). O EBITDA cresceu 13,7%, para US$ 3,6 bilhões. O lucro líquido do terceiro trimestre saltou 86% em um ano, para US$  743,9 milhões, graças a uma drástica redução dos custos financeiros.