Claro quer liberdade para a operadora usar frequências


O presidente da Claro, Carlos Zenteno, considera extremamente positiva a sinalização do governo de licitar, talvez no ano que vem, parte das frequências de 700 MHz, cuja destinação está em estudo na Anatel. Mas fez uma reivindicação: quer que a operadora, que comprou licença na faixa de 2,5 GHz para a 4G e vier a comprar licença na 700 MHz, possa usar as licenças de forma flexível. Por exemplo, cumprir obrigações de cobertura assumidas na compra da 2,5 GHz por meio da faixa de 700 MHz.

Zenteno defendeu essa posição durante  debate no 56 Painel Telebrasil, que se realiza hoje em Brasília. Para ele, com essa flexibilidade, os investimentos serão otimizados e a cobertura terá mais eficiência. A preocupação com o planejamento dos investimentos nas redes de quarta geração de telefonia móvel é uma preocupação de todas as celulares que, por isso, pressionam o governo para uma definição sobre a faixa de 700 MHz que permite cobertura maior com menos investimento em estações radiobase do que a de 2,5 GHz.

Para Antonio Carlos Valente, os usos a serem definidos para a faixa de 700 MHz tem que ser resultado de uma negociação entre governo, radiodifusores e operadoras de telecom, onde todos os interesses sejam contemplados. “Os conflitos têm que ser solucionados na negociação”, disse. Valente vê a  faixa de 700 MHz como uma rede de integração nacional que fará avançar a TV digital, pois imagina que parte dos recursos do leilão possa ser aplicada na digitalização das emissoras e retransmissoras, e a telefonia celular de quarta geração.

Anterior TCU aprova primeiro estágio de licitação para 4G
Próximos Ericsson prevê 2 bilhões de conexões em 2020