Claro pede revisão de cronograma de metas dos leilões da Anatel


Ambiente macroeconômico dificulta investimentos em infraestrutura e atendimento das metas de cobertura, segundo Carlos Zenteno. “Não queremos mudar as metas. Não fugimos delas. Queremos estender os prazos”, disse.

O CEO para o mercado móvel da Claro, Carlos Zenteno, pediu que a Agênia Nacional de Telecomunicações (Anatel) reveja as metas de cobertura para a telefonia móvel no país exigidas no edital do leilão de 2,5 GHz e 700 Mhz. “Seria um bom momento para revisitar as metas de cobertura para os próximos anos. Principalmente considerando que temos uma situação macroeconômica e concorrência muito agressiva”, disse, durante painel realizado na Futurecom 2015, evento sobre o setor de telecomunicações que acontece até dia 29 de outubro, em São Paulo.

Entre as obrigações do edital de 2,5 GHz, por exemplo, está a oferta de banda larga 3G em escolas públicas, oferta de internet rural usando frequências de 450 MHz, cobertura em todas as cidades com mais de 100 mil habitantes em 2016 e com mais de 30 mil habitantes em 2017. E em 2017, as operadoras móveis deverão ter o 3G em 2,5 Ghz em 30% dos municípios com menos de 30 mil habitantes e em 100% das cidades brasileiras até o final de 2019.

“Considerando o cenário macroeconômico que temos no Brasil, receitas com uma queda importante pela VU-M, saída dos clientes multiSIM, queda no pré-pago, tem uma ameaça muito grande de perda de receita. Ter que comprar infraestrutura com um câmbio de R$ 4 é uma situação de mercado complicada. Não somos pessimistas, mas seria uma coisa boa poder revisar essas metas e tentar empurrá-las para a frente considerando um cenário macroeconômico melhor no país”, ressaltou depois, para a imprensa.

Ele preferiu não dizer qual dos compromissos merecem uma postergação mais premente. “Fizemos alguns contatos com a Anatel para revisitar as metas de cobertura, para todos. Não fugimos das responsabilidades. As metas de 2,5 GHz [da Claro] já foram quase todas cumpridas. Ainda temos que atender as metas rurais”, falou. Ano passado a Anatel negou à operadora a possibilidade de usar sua cobertura em 1,8 Mhz para atender as metas do edital de 2,5 GHz.

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