Claro não quer que concessionárias ofereçam a última milha na troca do PST


 A proposta de troca da meta de universalização das concessionárias de telefonia fixa dos postos telefônicos (PSTs) pela construção do backhaul (estrada estadual de banda larga) recebeu diferentes comentários da sociedade e players do mercado. A Claro, operadora de telefonia móvel, alerta que, nessa troca, as concessionárias deverão ficar impedidas de entrar na última milha, …

 A proposta de troca da meta de universalização das concessionárias de telefonia fixa dos postos telefônicos (PSTs) pela construção do backhaul (estrada estadual de banda larga) recebeu diferentes comentários da sociedade e players do mercado. A Claro, operadora de telefonia móvel, alerta que, nessa troca, as concessionárias deverão ficar impedidas de entrar na última milha, devendo ficar restritas à construção do backhaul. Segundo a empresa, se essa proibição não ficar explicitada, as telcos locais poderão inviabilizar a concorrência na oferta de serviços banda larga ao cliente final, pois elas iriam se valer “ de recursos já previstos no plano de universalização”.

A operadora sugere ainda que a construção dessa estrada se dê apenas nas cidades onde não há infra-estrutura de banda larga e que as empresas fiquem obrigadas a ligar o backhaul até a capital do estado, quando passarão a cobrar do mercado apenas o preço fixado pela Anatel para a EILD (linhas dedicadas). A operadora argumenta ainda que a agência deverá considerar  nessa troca as receitas que serão auferidas pelas concessionárias com a construção do backhaul, e não apenas os investimentos e custos dessa rede.

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