Claro, empresa que paga mais alto pela 3G.


Com o fim do leilão da terceira geração da telefonia móvel, cujas freqüências foram adquiridas pelas seis operadoras que atuam no mercado brasileiro de celular – Claro, Tim, Vivo, Oi, BrT, Telemig Celular e CTBC – a Claro, controlada pela América Móvel, do mexicano Carlos Slim,  demonstrou maior apetite. Ela foi a empresa que arrematou …

Com o fim do leilão da terceira geração da telefonia móvel, cujas freqüências foram adquiridas pelas seis operadoras que atuam no mercado brasileiro de celular – Claro, Tim, Vivo, Oi, BrT, Telemig Celular e CTBC – a Claro, controlada pela América Móvel, do mexicano Carlos Slim,  demonstrou maior apetite. Ela foi a empresa que arrematou uma banda de cada um dos 36 lotes colocados à venda, ofereceu o segundo maior ágio individual (274%); acumulou o maior ágio médio (104%) e vai desembolsar a maior quantia em dinheiro: R$ 1,426 bilhão.   

Tim
A Tim vem em segundo lugar em volume de recursos a serem pagos para o Tesouro Nacional: ela vai desembolsar R$ 1,324 bilhão, com ágio médio de 95%. Apesar de também ter demonstrado muita agressividade nos lances, acabou ficando ausente da região do Triângulo Mineiro e outros 52 municípios do estado de Minas, abrindo mão da freqüência sobre essa região quando o ágio já ultrapassava 120%.

A Tim, para perder esse lote, enfrentou um pequeno, mas ousado jogador: a CTBC Celular. Essa operadora regional sabia que não podia perder em sua área de concessão e, na disputa pela terceira faixa, a operadora mineira entrou, logo no primeiro lance, com um ágio de 103%, desclassificando, assim, os demais concorrentes, entre eles, peso-pesados como Tim e Oi, que foram com todas as forças para a disputa da última banda, vencida pela Oi.

 Depois de ter desistido desse lote, a Tim, num arroubo de impaciência, jà às 22 horas da noite do dia 19, resolve acabar com a modorrenta disputa que travava, de novo, com a CTBC, por uma faixa que cobria “conhecidíssimas” cidades como Paranaíba, no Mato Grosso do Sul; ou Intubiara, em Goás, e oferece R$ 1 milhão pela freqüência que valia R$ 212 mil. O maior ágio do leilão: 370%.

Vivo
A Vivo, a primeira a reclamar dos preços do leilão, também teve que pagar muito mais do que pretendia para manter para si a banda J, a primeira a ser leiloada e a única que melhor lhe cabia. Pois bem, se reclamava que teria que desembolsar R$ 600 milhões para adquirir as freqüências em todo o país, conforme o preço inicial estipulado pela Anatel, acabou com a conta salgada de R$ 1,147 bilhão, ágio de 92,5%. A Telemig Celular, recentemente comprada pela operadora ofereceu outros R$ 55,53 milhões, ágio de 36%.

Oi e BrT

A Oi manteve-se firme em sua estratégia de preservar a sua área de concessão e ingressar no mercado paulista de celular. Para isso, vai desembolsar R$ 867 milhões (ágio de 80%). E a Brasil Telecom, que chegou a apresentar proposta também para a capital de São Paulo, apenas em um movimento de defesa, logo esquecido, também mirou seus gastos apenas na região Centro-Sul, onde já atua, e vai pagar R$ 488,235 milhões, ágio de 41%.

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