Claro compra a Blue, de TV a Cabo, e Cade autoriza a operação


O Cade – órgão de defesa da concorrência- autorizou hoje, 11, a Claro, do grupo América Móvil, a comprar a empresa de TV paga Blue Interative, que atua em 23 municípios de 9 estados diferentes. Apesar de haver concentração no mercado de TV por assinatura e também no semento de banda larga fixa, em alguns mercados, a agência antitruste entendeu que esta concentração não é suficiente para prejudicar a concorrência nessas cidades. O valor da operação não foi divulgado.

A Blue Interactive, comprada pela Claro, da América Móvil, cresceu no segmento adquirindo pequenas operações nos últimos anos. Ela estava presente am 9 estados:Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espirito Santo na região sudeste; Mato Grosso do Sul e Mato Grosso no Centro Oeste; Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná na região Sul; e Rondônia na região Norte.  E 23 municípios sendo eles em Minas Gerais, Conselheiro Lafaiete, Contagem, Ipatinga, Ituiutaba, Sete Lagoas, Teofilo Otoni, Uberaba e Varginha. No Rio de Janeiro, Campo dos Goytacazes, Macaé e Rio das Ostras. No Espirito Santo, Cachoeira do Itapemirim e Serra. No Rio Grande do Sul, Pelotas e Rio Grande. Em Santa Catarina Brusque, Itajaí, Itapema e Navegantes. No Paraná São José dos Pinhais. No Mato Grosso do Sul Dourados. No Mato Grosso Rondonópolis. Em Rondônia, Porto Velho.

A venda das empresas foi motivada pelas seguintes razões:

(i) a dificuldade de uma empresa do porte da BrTel de negociar e obter conteúdo e programação competitiva frente a grande concorrentes como Sky, Oi, Vivo/GVT ou mesmo a Claro/Net;

(ii) o crescente custo e peso dos investimentos necessários para acompanhar a evolução tecnológica do setor e se manter concorrente no médio e longo prazo;

(iii) o peso regulatório desproporcional sofrido pela BrTel, já que apesar de ser uma empresa substancialmente menor que as concorrentes já citadas, está submetida as mesmas exigência regulatórias em relação a padrão de atendimento por exemplo;

(iv) a compatibilidade tecnológica das redes das empresas requerentes, que faz com que a Claro possa absorver a infraestrutura deixada pela BrTel com poucos investimentos e aproveitar o ativo.

Para o Cade, no segmento de TV por assinatura, onde há maior concentração de mercado (porque a Claro é dona da NET e da Claro TV, que oferece serviço de DTH), que a Sky tem presença relevante, com participação superior a 20%, em 17 dos 23 municípios em que há sobreposição, ou seja, em quase 75% dos municípios analisados. “Assim, a Sky não só é um player relevante, mas, como já explorado neste parecer, também tem maior facilidade de expandir sua base de assinantes, já que não depende da expansão de rede”, afirma o parecer do superintendente adjunto do Cade, Kenys Machado.

E na banda larga fixa, a concentração foi verificada em 6 municípios, mas também se constatou a  presença de ao menos um outro concorrente forte, com plena capacidade de rivalizar com as requerentes. O primeiro concorrente que está presente em todos os municípios, com exceção de Contagem/MG, é a Oi, atualmente a terceira maior provedora de banda larga fixa no Brasil.

 

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1 Comment

  1. Italo
    14 de dezembro de 2015

    O Cade deveria ser um órgão para estimular a concorrência. Estimular a concorrência é criar condições para que mais empresas tenham condições de participar do mercado. Ao invés de só ficar ratificando aquisições deveria ver como ajudar empresas como a Blue a sobreviver.