O CEO da América Móvil, Daniel Hajj, declarou hoje (18) a analistas que a Claro é uma das empresas a pedir informações no data room do leilão de ativos da Cemig Telecom (mapa da rede acima), marcado para 8 de agosto. Segundo ele, seus executivos avaliam se o negócio seria interessante. “Estamos analisando o material. Mas ainda não sabemos se nos interessará ou não. Se fizer sentido, e o preço for bom, então acho que participaremos. Caso contrário, vamos nos retirar”, falou.

O executivo descarta movimentos de consolidação entre empresas maiores. Especificamente, não vê uma oferta da Claro sobre a Oi acontecer no curto prazo. “Não estamos interessados em uma consolidação apressada. Temos o que é preciso. Temos uma boa rede fixa, que cresce em banda larga e TV, temos DTH. Temos celular, com resultados muito bons”, afirmou.

A Claro Brasil cresceu 12% em receitas móveis no último trimestre, o que chamou a atenção dos analistas. Durante a conferência de resultados, Daniel Hajj, CEO da América Móvil, dona da Claro, explicou porque acredita que a empresa conseguiu a façanha, já que o crescimento no ano é maior que o das concorrentes. Para ele, a capilaridade da rede e as ofertas convergentes explicam a preferência do consumidor. Além disso, há espaço no mercado brasileiro para crescimento. “Ainda é possível elevar receitas em 9% a 9,5%. O crescimento está no mercado”, declarou.

Carlos Garcia Moreno afirmou também que a operadora tem concentrado esforços para aumentar a receita média obtida por usuário de TV paga, em especial nas ofertas de DTH. “Não estamos focados nas adições líquidas, mas em aumentar a lucratividade no mercado DTH. Achamos que na segunda metade do ano os números deste segmento serão mais estáveis”, falou. A empresa cresceu no cabo, mas estagnou na TV por satélite no período.