Claro aguarda nova posição da TI após 5 de maio


Além da Oi, a Claro também aguarda um novo posicionamento da Telecom Italia (TI) após o próximo dia 5 de maio. Nesta data termina o prazo dado pela Anatel para a Telefónica apresentar mudanças na proposta atual que garantam a desvinculação entre a Vivo (na qual o grupo espanhol detém participação de 50%) e as …

Além da Oi, a Claro também aguarda um novo posicionamento da Telecom Italia (TI) após o próximo dia 5 de maio. Nesta data termina o prazo dado pela Anatel para a Telefónica apresentar mudanças na proposta atual que garantam a desvinculação entre a Vivo (na qual o grupo espanhol detém participação de 50%) e as empresas do grupo Tim no Brasil (controlado pela Telecom Italia, na qual a Telefónica detém participação de 10%). Em novembro último a Anatel aprovou o ingresso da Telefónica na TI, mas estabeleceu uma série de condicionantes para a efetivação do negócio, e deu às empresas o prazo de seis meses (que se encerra em 5 de maio) para apresentarem uma proposta que comprove não haver nenhum exercício de controle por parte da Telefónica na operação de celular da Tim no Brasil.

O presidente da Claro, João Cox, destacou hoje que a operadora ainda não decidiu se tomará medidas judiciais caso as empresas não cumpram o estabelecido pela Anatel. “Espero não precisar me manifestar após 5 de maio, pois acho que a Anatel decidirá em prol da concorrência neste país”, destacou o executivo, fazendo coro com Luiz Falco, presidente da Oi, o primeiro a se manifestar sobre um novo posicionamento das empresas.

Recordes

Cox falou em conferência com jornalistas para divulgação dos resultados financeiros do primeiro trimestre deste ano, quando a Claro apresentou o maior Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), de R$ 788 milhões, com a maior margem, 29,8%, de sua história. Ele confirmou a expansão acelerada dos serviços e da cobertura de telefonia celular de terceira gerão (3G) no país. “Conseguimos sair na frente em 3G, e queremos manter a liderança, tanto em cobertura quanto em densidade”, disse, acrescentando que “estamos pressionando nossos fornecedores de infraestrutura para acelerar a implantação da 3G em 2,1 GHz”. A operadora deverá investir R$ 2 bilhões na expansão da rede este ano, além de ter pago R$ 1,4 bilhões, em dinheiro, pelas licenças de 3G adquiridas no último leilão de freqüências da Anatel.

Anterior Pregão do Gesac será retomado amanhã. Embratel lidera.
Próximos Awazu é o novo representante do Planejamento na Telebrás