Citibank abre mão do acordo “put” na BrT


 O jornal  Valor Econômico publica hoje a informação de que o Citigroup resolveu abrir mão do acordo de “put”, assinado há alguns anos, e que chegou a ser questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Esse acordo conferia ao banco norte-americano a garantia de venda de suas ações da Brasil Telecom para os fundos …

 O jornal  Valor Econômico publica hoje a informação de que o Citigroup resolveu abrir mão do acordo de “put”, assinado há alguns anos, e que chegou a ser questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Esse acordo conferia ao banco norte-americano a garantia de venda de suas ações da Brasil Telecom para os fundos de pensão brasileiros (Previ, Petros e Funcef) pelo preço de R$ 1,35 bilhão (mais a correção) e teria que ser exercido até novembro deste ano. O acordo foi assinado com os fundos de pensão no momento em que o banco norte-americano decidiu excluir o banco Opportunity da gestão de seus investimentos no setor de telecomunicações, mudando, assim, a correlação de forças na longa briga travada entre os dois sócios nacionais.

Conforme o jornal, o Citigroup desistiu de exercer o direito de venda em troca de não ter que desembolsar qualquer tostão para a aquisição das ações da Telecom Itália, que foi vendida para os sócios da BrT por US$ 515 milhões (um preço muito bom para os compradores, abaixo do valor das ações negociadas à época). Ao mesmo tempo, os fundos teriam se comprometido também a adquirir a participação do Citibank na Telemar/Oi (essa participação se deu através da compra, ainda sob a gestão Opportunity, das ações da Inepar, mas a Anatel vetou que essas ações exercessem o poder de controle na operadora) por US$ 140 milhões (cerca de R$ 280 milhões).

Com esse acordo, o banco norte-americano, que há muito já gostaria de ter realizado o lucro sobre esses investimentos, permanecerá no controle da Brasil Telecom até a provável fusão com a Telemar/Oi e a reestruturação societária, na expectativa de uma sensível valorização desses ativos.

Para a concretização desse projeto, no entanto, há um outro complicador: a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou hoje ao jornal que o governo só apoiará a fusão das duas operadoras se houver um controlador nacional e não concorda com a idéia da pulverização das ações. ( Da Redação )

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