Cisco lança Índice Global de Nuvem visando impulsionar oferta de operadoras


A primeira edição do Índice Global de Nuvem, pesquisa anual da Cisco lançada nesta terça-feira (29) que busca estimar o crescimento e as tendências do tráfego global baseado em nuvem data centers, concluiu que o tráfego global de dados na nuvem deve saltar de 130 exabytes para 1,6 zetabytes em 2015. O número equivale a 1,6 trilhão de horas de transmissão de vídeo de alta definição em streaming, e representa mais de um terço do tráfego total estimado para os data centers, ante os 11% registrados em 2010.

 

“O objetivo do estudo é mostrar para as operadoras o crescimento do mercado de nuvem e de onde vem a demanda”, disse o diretor regional de serviços gerenciados e nuvem da fabricante de equipamentos, Marcelo Menta, durante o anúncio do estudo. Segundo o executivo, quem está adotando a computação em nuvem são principalmente as empresas de médio porte, e não as grandes, que ainda preferem usar data centers próprios ou soluções híbridas de nuvem privada e pública.

 

Menta afirma que a tendência é de que haja uma crescente migração, tanto da demanda quanto da oferta, de data centers convencionais para data centers na nuvem, e a Cisco espera ver um crescimento expressivo em suas vendas de equipamentos para o chamado cloud computing. De acordo com o estudo da companhia, realizado em 20 data centers ao redor do mundo (incluindo 2 no Brasil), a nuvem é o componente de maior crescimento de tráfego em data center, que por sua vez deve mais que quadruplicar entre 2010 e 2015, de 1,1 zetabyte para 4,8 zetabytes.

 

No Brasil, o serviço já é oferecido tanto por operadoras quanto empresas de TI, embora se limite a aplicações mais básicas como hosting de sites e e-mail, devido às baixas velocidades de banda larga disponíveis, mesmo para uso corporativo. “As aplicações atualmente desenvolvidas no Brasil são adequadas embora pouco sofisticadas, mas isso deve mudar até a Copa”, afirmou Menta. “As operadoras são as que mais ganham com o cloud computing, elas estão investindo em infraestrutura”.

 

O ganho mais importante para o mercado, segundo o executivo, é a economia nos custos das empresas com TI, que pode chegar a 50% dependendo de quantos clientes forem atendidos pelo mesmo data center na nuvem. “Quanto maior a nuvem, maior a economia”, disse Menta.

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