Cisco cresce 58% no Brasil


Para a Cisco, um primeiro olhar em fatores tão simples como o tamanho da população, área geográfica e Produto Nacional Bruto já seriam razões suficientes para despertar seu interesse por um mercado como o Brasil, a Rússia, a Índia ou a China. Lógico que os motivos da presença e do crescimento da empresa no país …

Para a Cisco, um primeiro olhar em fatores tão simples como o tamanho da população, área geográfica e Produto Nacional Bruto já seriam razões suficientes para despertar seu interesse por um mercado como o Brasil, a Rússia, a Índia ou a China. Lógico que os motivos da presença e do crescimento da empresa no país não se devem apenas a tais elementos, ou a subsidiária local não teria experimentado uma evolução de quase 60% no ano calendário encerrado em dezembro de 2006 (veja tabela), como informou hoje, 23 de janeiro, seu presidente Pedro Ripper.

Provavelmente, essa expansão é um bom motivo para o fato de que o Brasil, pela primeira vez, terá um orçamento definido para execução no ano fiscal de 2007, que começa em agosto próximo. E para que o país possa, potencialmente, contar com investimentos de risco da fabricante, via venture capital, em empreendimentos voltados para prefeituras, como aplicações de produtividade ou gestão de redes sem fio de baixo custo, entre outras.

Até hoje, das duas modalidades de aplicações de capital da Cisco, diz Ripper, o mercado brasileiro só recebeu financiamentos para aquisições de produtos. O interesse pelos municípios é óbvio: contribuir para expandir a oferta de banda larga para além dos 600 a 700 que hoje têm infra-estrutura para dispor do acesso em alta velocidade (há quase 6 mil municípios no país).

Expansão

“Em gente, crédito para parceiros, instalações, e outros itens, o investimento da Cisco no Brasil deve crescer entre 30 e 40%”, afirma o executivo. Entre os bons negócios da companhia no ano passado, Ripper aponta para o avanço da banda larga, área na qual qual, pela primeira vez, houve competição entre as tecnologias ADSL e cabo, sendo que essa última cresceu de duas a três vezes mais rápido do que a ADSL; e as compras de redes IP feitas pelas operadoras celulares (na rede GSM da Vivo, a Cisco trabalhou em parceria com a Ericsson, fornecendo os componentes IP).

E para os planos de casa conectada da Cisco, o crescimento da Linksys, como mostra o quadro abaixo, é um indício significativo. Nas residências, como tem tido o CEO da companhia, e enfatizou o presidente da subsidiária brasileira, o objetivo é prover a infra-estrutura IP, assim como fez com os backbones das operadoras. 

 
Em 2006*, um crescimento exponencial no Brasil

Segmentos

Variação 2006/2005 (%)

Service providers (1)

50

Enterprise

65

Commercial

113

Total

58

América Latina (2)

Sales-Security

59

Sales-Storage

305

Total

45

Linsksys

Crescimento anual (%)

2005/2004

157

2006/2005

163

Fonte: Cisco

(*) No ano calendário. O exercício fiscal da empresa é de junho a julho.

(1) Inclui operadoras e empresas de cabo

(2) O Brasil representa 30% da região

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 2006*, a Cisco tem crescimento exponencial no Brasil

Segmentos

Variação 2006/2005 (%)

Service providers (1)

50

Enterprise

65

Commercial

113

Total

58

América Latina (2)

Sales-Security

59

Sales-Storage

305

Total

45

Linsksys

Crescimento anual (%)

2005/2004

157

2006/2005

163

Fonte: Cisco

(*) No ano calendário. O exercício fiscal da empresa é de junho a julho.

  1. Inclui operadoras e empresas de cabo

  2. O Brasil representa 30% da região

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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