Cisco Brasil cresce 80% no terceiro trimestre fiscal da companhia


A unidade da Cisco no Brasil foi, pelo segundo trimestre consecutivo, a que mais cresceu percentualmente, registrando um aumento de 80% no faturamento, na comparação com igual período de 2009. A informação foi dada hoje pelo presidente da Cisco Brasil, Rodrigo Abreu, ao comentar o trimestre fiscal da companhia, encerrado em 1º de maio. A …

A unidade da Cisco no Brasil foi, pelo segundo trimestre consecutivo, a que mais cresceu percentualmente, registrando um aumento de 80% no faturamento, na comparação com igual período de 2009. A informação foi dada hoje pelo presidente da Cisco Brasil, Rodrigo Abreu, ao comentar o trimestre fiscal da companhia, encerrado em 1º de maio. A empresa, cujo ano fiscal 2010 termina em julho, divulgou ontem seus resultados do terceiro trimestre fiscal, com lucro global de US$ 2,19 bilhões, crescimento de 63% acima do US$ 1,35 bilhão registrado um ano antes. A receita global subiu 27%, para US$ 10,37 bilhões e as vendas aumentaram 31% no segmento de produtos, enquanto as vendas de serviços cresceram 11%.

"No segundo trimestre o Brasil já havia liderado o crescimento, com uma margem de 20% e no último trimestre superamos, com o grosso das vendas para as operadoras, que voltaram a investir", informou Abreu. Embora em volume as operadoras tenham liderado os negócios no Brasil no terceiro trimestre fiscal, percentualmente os segmentos que mais cresceram foram os de pequena e média empresas e o setor público. O presidente da Cisco acredita que o crescimento das vendas no país tende a se manter em alta, uma vez que o consumo interno de TI corresponde a menos de 2% do PIB e a margem dos países desenvolvidos é de 4%. "O Brasil tem todas as condições favoráveis, seja no índice demográfico, na estabilidade política e econômica, para continuar crescendo", comentou, observando que mesmo nas questões que se colocam como um desafio, como ineficiência de gastos públicos, inovação e educação, o uso da tecnologia é a solução para "atacar esses desafios".

Um mercado de US$ 3 bi

Abreu estima que o mercado brasileiro de TIC vá movimentar, nos próximos três anos, US$ 3 bilhões apenas com as tecnologias que a Cisco denomina de "sem fronteiras", um leque que inclui virtualização e data center, colaboração e comunicações unificadas, e roteador/switch. As novas soluções para esse mercado foram apresentadas pela Cisco para seus parceiros no evento Cisco Networkers 2010, realizado entre terça-feira e hoje, em São Paulo. Segundo Abreu, a fabricante reuniu cerca de 3 mil parceiros nos três dias do evento, que tem por objetivo a capacitação e o desenvolvimento tecnológico de clientes e canais Cisco.

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O presidente da Cisco Brasil enfatizou que a diferença no novo conceito da Cisco é a venda de produtos com soluções integradas. "A estrutura básica de routing & switching é complementada por uma solução de rede sem-fio, ou de identificação de protocolos; assim como a arquitetura de colaboração, que antes reunia apenas voz e e-mail, hoje tem Software as Service, vídeo corporativo, tele presença, etc.", exemplificou.

Uma das apostas da Cisco para o curto prazo é o crescimento dos serviços relacionados a vídeo. "Hoje vídeo representa cerca de 20% do tráfego da internet e, em quatro a cinco anos, será 80%", prevê o presidente da companhia, que aponta como tendência ainda a padronização da arquitetura IP e o crescimento da banda larga no país. Abreu acredita que o Plano Nacional de Banda Larga, anunciado pelo governo, mostra a "vontade política", porém, é preciso definir "como será a colaboração entre a empresa pública e a privada".

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