Cidades Digitais do MiniCom vão enterrar fibras por dificuldades de negociar postes com elétricas


O Ministério das Comunicações está enfrentando as mesmas dificuldades apontadas por operadoras de telecomunicações para construir as redes de banda larga. Segundo a secretária de Inclusão Digital do MiniCom, Lygia Puppato, as prefeituras que foram selecionadas no programa de Cidades Digitais vão passar a puxar as fibras de banda larga em dutos enterrados, por estarem enfrentando grandes dificuldades de negociar o uso dos postes com as concessionárias de energia elétrica. “No início, havia grandes dificuldades para a aprovação dos projetos e negociação de preços. Agora, as concessionárias chegam a exigir a mudança do poste”, justificou Lygia. A secretária participa do 14 Wireless Mundi, da Momento Editorial.
 

Conforme a secretária, o programa criado pelo Minicom está calcado em três eixos: disponibilizar a infraestrutura; criar conteúdo e aplicativos de gestão pública e garantir que o programa seja escalável e interoperável. “Apenas liberar a antena para acesso internet, não resolve, pois a ideia é construir a cultura digital”, afirmou.

 
Já na segunda chamada, que ocorreu há alguns meses, O Minicom mudou o projeto para a instalação de fibras enterradas, que ficam na esfera das administrações pública e somente em último caso serão instaladas fibras aéreas.
 

O programa também está trazendo novos desafios para a Anatel, que tinha apenas 40 pedidos de prefeituras para a concessão de licenças de SLP (serviço limitado privado), pelo qual a prefeitura pode oferecer o serviço de internet, e teve um aumento de demanda de 80 pedidos de uma única vez. Agora, com as mais de 262 contempladas na segunda etapa o esforço é ainda maior. “Mais de 70% dos municípios brasileirtos não tem sequer equipes de TI, e a Anatel exige um engenheiro para aprovar o projeto”, assinala a secretária. Segundo ela, os integradores que ganharam as licitações tem apoiado as prefeituras a conseguirem suas licenças. 
 

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