China Mobile com um pé na América Central


Em meados de janeiro, a Millicom Internacional Cellular, com sede em Luxemburgo e maior operadora móvel de um grupo de países emergentes, quatro dos quais na América Central (El Salvador, Guatemala, Honduras e Paraguai) anunciou a intenção de vender seus ativos. Segundo noticiário da imprensa centro-americana, americana e européia, dos 18 pretendentes iniciais, sobrou a …

Em meados de janeiro, a Millicom Internacional Cellular, com sede em Luxemburgo e maior operadora móvel de um grupo de países emergentes, quatro dos quais na América Central (El Salvador, Guatemala, Honduras e Paraguai) anunciou a intenção de vender seus ativos. Segundo noticiário da imprensa centro-americana, americana e européia, dos 18 pretendentes iniciais, sobrou a gigante China Mobile Telecommunications, nos últimos dias em processo de due dilligence em El Salvador, capital hondurenha, onde a Millicom tem 100% do controle da Telemóvil.

Sem citar a estatal chinesa, a Millicom confirmou que só há um interessado em adquirir os seus ativos. Enquanto o negócio não é desmentido, nem se concretiza, as ações da Millicom vêm em alta estratosférica: de US$ 27,90 no início de janeiro, para patamares superiores a US$ 40, nos últimos dias. Estima-se que a aquisição poderia rondar a casa dos US$ 4 bilhões a US$ 5,3 bilhões.

Em Honduras, que não tem relações comerciais com a China, as reações à possível compra são contraditórias. De um lado, parte do governo e representantes da iniciativa privada aplaudem a possibilidade de o país receber investimentos de monta. Já o órgão regulador diz que a lei não permite a aquisição de uma operadora local por uma estatal estrangeira.

(Da Redação, com agências internacionais)

Anterior CPqD monitora radiação de ERBs
Próximos TV digital: DVB "alerta"sobre prejuízos pela escolha de padrão japonês