Charter adquire Time Warner Cable


Não demorou para um novo comprador para os ativos da Time Warner Cable aparecer, após o cancelamento, em abril, da proposta feita pela Comcast. A Charter, terceira maior provedora de acesso banda larga e TV paga dos Estados Unidos, propôs adquirir a concorrente (segunda em market share no setor, no país) por US$ 55,3 bilhões – o valor envolve pagamento em dinheiro e troca de ações.

Esta foi a segunda tentativa da empresa em adquirir a TWC. A primeira, feita no começo de 2014, foi atropelada pela Comcast, que ofereceu, na época, US$ 45 bilhões.

Pela operação, a Charter vai criar uma nova empresa aberta pra absorver as ações da TWC e da Bright House, outra empresa de cabo também adquirida neste ano. A oferta de US$ 195,71 por ação deve tirar do páreo a Altice, companhia francesa que também negociava a aquisição da TWC. Com a venda, a TWC fica avaliada em US$ 78,7 bilhões.

Mas a novela ainda está começando. O negócio deve passar pelo escrutínio dos acionistas das empresas envolvidas e dos órgãos reguladores do país. A expectativa é que não existam empecilhos no departamento de Justiça, responsável por adotar medidas antitruste. Mas a Federal Communications Commission (FCC) deve se debruçar sobre a operação. “A FCC vai avaliar como o consumidor se beneficia do negócio, se aprovado”, avisou Tom Wheeler, chairman da FCC, em comunicado.

A TWC é a segunda maior provedora do país. A Charter, a terceira. A companhia resultante seria, ainda, segunda colocada, atrás da Comcast. A Bright House é a sexta maior provedora de acesso do país, e custou US$ 10,4 bilhões à Charter. (Com agências internacionais)

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