Chairman da PT diz que Telefónica não foi transparente na oferta pela Vivo


Há uma semana da assembleia de acionistas da PT que discutirá a venda da Vivo para a Telefónica, o presidente do Conselho de Administração da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, voltou a criticar a oferta da Telefônica de 6,5 bilhões de euros. O presidente do conselho reafirmou que vai recomendar aos acionistas votarem contra a oferta …

Há uma semana da assembleia de acionistas da PT que discutirá a venda da Vivo para a Telefónica, o presidente do Conselho de Administração da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, voltou a criticar a oferta da Telefônica de 6,5 bilhões de euros. O presidente do conselho reafirmou que vai recomendar aos acionistas votarem contra a oferta e um dos argumentos que vai usar é que a decisão “não pode ser mercantilista” e que devem manter a confiança na PT e no “desenvolvimento exponencial da Vivo”.

Em entrevista agora à noite ao Económico TV, de Portugal, Granadeiro afirmou que quando formalizou sua proposta o grupo espanhol não foi transparente ao afirmar que as sinergias entre as operações fixas da Telesp e as móveis da Vivo resultariam em ganhos da ordem de 2,8 bilhões de euros. Segundo ele, a Telefónica não foi transparente porque apresentou um valor se baseando em informações de analistas, quando detém 50% do controle da Vivo e, portanto, poderia fazer uma projeção real dos ganhos com a sinergia que, no entender dele, são maiores.

O chairman da PT argumenta que em três a quatro anos, com as perspectivas de crescimento dos serviços de banda larga no Brasil e com o aumento da taxa de penetração da banda larga móvel, a Vivo poderá valer muito mais. “O futuro não tem preço”, enfatizou.

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Granadeiro também criticou a proposta da Telefónica de distribuição de um dividendo extraordinário no caso da eventual compra da participação da Portugal Telecom na Vivo, afirmando que foi uma “manobra de atração dos investidores menos prevenidos”. Segundo ele, a operadora espanhola “não tem legitimidade para fazer essa proposta”. (Da redação)

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