FCC quer OTT com acesso a conteúdo exclusivo da TV paga


O chairman da Federal Communications Commission (FCC), Tom Wheeler, pediu ontem ao órgão, responsável pela regulação das comunicações no país, que desenvolva uma regulação para garantir aos serviços online de vídeo (OTTs) acesso a programas televisivos atualmente transmitidos com exclusividade por programadoras de TV por assinatura e quer também que esses serviços sejam tratados como operadoras de TV por assinatura. Observa, porém, que se refere aos serviços OTT que ofertam conteúdo de forma linear, ou seja, com transmissão contínua e horários programados.

De acordo com postagem no blog da comissão, Wheeler acredita que os OTTs têm a capacidade de oferecer pacotes similares aos da TV por assinatura, no entanto mais flexíveis. Diz que vem crescendo a demanda pelos serviços de entrega de vídeo pela web. Ao mesmo tempo, aumentam as reclamações dos consumidores sobre a dificuldade de acesso a conteúdos disponíveis apenas no cabo ou satélite.

Ele ressalta que operadores já começam a testar e lançar canais pagos online, e cita Dish, Sony, DirecTV, Verizon, CBS e HBO. “A proposta reconhece que um sistema a cabo continuará a ser regulado como um sistema a cabo, mesmo que migre para entrega por IP”, escreveu. Defende, também, que seja possível a veiculação de canais lineares pela internet.

Wheeler propõe que seja alterada a definição de “distribuidor de programação multimídia” (MVPDs na sigla em inglês) para que seja neutra em relação à tecnologia. Atualmente, no país, podem ser MVPDs apenas operadores por cabo, satélite ou over-the-air. Com a redefinição, o uso da internet para distribuição também seria aceito. “A definição do termo deve dizer respeito ao serviço oferecido, e não à tecnologia adotada”, defende.

O comissário ainda lembrou o texto, em debate, sobre os serviços de banda larga e a neutralidade de rede nos Estados Unidos. Segundo ele, garantir que OTTs tenham acesso aos conteúdos, ao mesmo tempo em que permite aos operadores de TV por assinatura migrarem para a rede, aumentará a competição. E, no final, todos se beneficiarão da decisão por uma internet aberta.

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