Esta foi a primeira declaração de  Marco Patuano, na conferência de hoje, 6, com os analistas para a divulgação dos resultados do terceiro trimestre da operadora italiana. E o executivo reiterou que o “caso Oi”, no qual a TIM Brasil acabou envolvida com uma oferta feita à concessionária brasileira (pelo fundo inglês, LetterOne administrado por um bilionário russo) a sua empresa não está “formalmente engajada”, “não há formalmente qualquer conversa” e “não há formalmente qualquer aproximação”.

Recentemente no Brasil, Patuano havia dito que, para negociar uma fusão com a Oi, condição imposta pelo fundo para aportar os US$ 4 bilhões na Oi, seria necessária a mudança no marco regulatório brasileiro.

Afirmou que o grupo mantém o compromisso de investir no país – quando anunciou ampliação dos investimentos este ano de R$ 11 bi para R$ 14 bilhões – e acredita que as novas ofertas anunciadas pela TIM – que acaba com a diferença de preço nas ligações on net e off net – vão mudar o paradigma do mercado de telefonia móvel brasileiro.

Novo Paradigma

“No Brasil, todo mundo, e digo todo o mundo, está otimizando o seu padrão de voz, já que tem pelo menos dois SIM cards. Atualmente, uma ligação off net no Brasil custa o preço de um quilo de pão, o que é realmente ridículo. O que aconteceu na Europa? A queda do custo da rede off net criou uma revolução  no mercado, com o fim das comunidades e surgimento dos bundles”, disse.

O executivo afirmou que o mesmo movimento foi feito na Europa, quando também caiu o custo da interconexão da rede móvel. “Aqui os clientes pré-pagos e pós-pagos adotaram os bundles”, afirmou. Patuano concorda que os clientes do pós-pagos gastam mais do que os do pré-pagos, mas ressalta que as necessidades são as mesas e que por isso a empresa precisa criar ofertas interessantes para os dois públicos.

“Acreditamos  que nos dois primeiros trimestres  tenhamos uma pressão no rebalanceamento das vendas, mas a equipe da TIM está trabalhando duro em custo e eficiência”, concluiu.