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O CEO da Intel, Brian Krzanich, vendeu em novembro o equivalente a US$ 24 milhões em ações da empresa. A operação, na época, foi vista como normal no mercado, embora analistas tenham especulado sobre a descrença do executivo na valorização dos papeis no longo prazo.

Agora, descobriu-se que a venda aconteceu com Krzanich ciente da vulnerabilidade que afeta os processadores da empresa (e também de concorrentes). A falha foi tornada pública apenas nesta semana, na quarta-feira, mas a Intel já a conhecia ao menos desde junho, quando foi alertada pelo Google.

Conforme o site Business Insider, a SEC, equivalente à CVM nos Estados Unidos, não informa se abriu investigação sobre o assunto. Caso o faça, Krzanich pode responder por informação privilegiada. A Intel negou, em comunicado, que o executivo tenha agido em função da descoberta das falhas. Afirma que as vendas das ações seguiram uma agenda pré-programada.

Meltdown e Spectre

Quem revelou as vulnerabilidades foi justamente um engenheiro do Google. Jann Horn participa do grupo de detecção de falhas em sistemas. Além dele, pesquisadores da consultoria Cyberus Technology, Rambu, e das universidades de Graz (que fez um site detalhando os problemas), Pennsylvania, Maryland, e Adelaide também participaram da detecção do problema.

As falhas foram batizadas de Meltdown e Spectre. A primeira afeta apenas processadores Intel, fabricados a partir de 1995, exceto por Atom feitos antes de 2013 e Itanium. O segundo, afeta também chips de AMD e Arm (usados em quase todo smartphone). Elas permitem que um programa malicioso tenha acesso à memória usada na troca de comandos entre o sistema operacional e o chip.

Já existem maneiras de corrigir os problemas em Windows, Linux e MacOS X (Apple). Todos recomendam atualizar o sistema operacional. Mas ressaltam que as modificações de segurança, por enquanto, devem deixar os computadores mais lentos pois altera a forma como chip e sistema trocam informações entre si. (Com agências internacionais)