Central sindical apóia reestatização da Telecom Argentina


A Confederação Geral do Trabalho (CGT), maior central sindical argentina, está apoiando o governo da presidente Cristina Kirchner, que ameaça reestatizar a Telecom Argentina. Em nota, a CGT afirma que existe o risco de que as empresas privatizadas "consolidem" um "monopólio sobre todas as comunicações no território nacional". O líder da CGT, Hugo Moyano, assegurou …

A Confederação Geral do Trabalho (CGT), maior central sindical argentina, está apoiando o governo da presidente Cristina Kirchner, que ameaça reestatizar a Telecom Argentina. Em nota, a CGT afirma que existe o risco de que as empresas privatizadas "consolidem" um "monopólio sobre todas as comunicações no território nacional". O líder da CGT, Hugo Moyano, assegurou que "os trabalhadores estão prontos para garantir o funcionamento do serviço".

A ameaça de reestatizar a Telecom Argentina foi a forma encontrada pelo governo para obrigar a saída da Telecom Italia do controle da operadora local. Ontem, a Secretaria de Defesa da Competência da Argentina entrou com um recurso na Vara de Recursos da Justiça Civil e Comercial em Buenos Aires para tentar suspender a decisão da Justiça na semana passada, que anulou temporariamente a ordem da Comissão Nacional de Defesa da Concorrência à Telecom Italia para que esta venda suas ações na filial argentina até 25 de agosto.

A Telecom e a Telefónica são as maiores operadoras de telefonia na Argentina desde a privatização do setor implementada pelo governo do ex-presidente Carlos Menem no início dos anos 90. A Telefónica está presente na holding Telco, que possui hoje 22,5% da Telecom Italia. (Fonte: agências internacionais)

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