Cem empresas apresentam propostas para o leilão de WiMAX


Com a negativa da Justiça ao recurso da Anatel, que queria derrubar a liminar que autorizou as concessionárias de telecomunicações a também fazerem lances para as freqüências de 3,5 GHz e 10,5 GHz em suas áreas de concessão, a agência recebeu, na manhã de hoje, 4, os envelopes com a documentação técnica de todos os …

Com a negativa da Justiça ao recurso da Anatel, que queria derrubar a liminar que autorizou as concessionárias de telecomunicações a também fazerem lances para as freqüências de 3,5 GHz e 10,5 GHz em suas áreas de concessão, a agência recebeu, na manhã de hoje, 4, os envelopes com a documentação técnica de todos os interessados.

E a disputa será mesmo acirrada, pois nada menos do que 100 empresas entregaram os envelopes com a documentação, cuja  abertura das propostas de preço ocorrerá no próximo dia 18 de setembro, depois que a agência analisar a documentação técnica.

A licitação, que permite a aquisição de pedaços de freqüências por área de numeração (por exemplo, a região metropolitana de São Paulo que tem o DDD 11), ou por toda a área de operação das concessionárias, acabou atraindo, além dos grandes grupos econômicos, muitas pequenas empresas, provedores de internet e de rede.

Das 100 empresas que entregaram propostas, a quase totalidade só quer comprar a freqüência de 3,5 GHz e apenas a Embratel apresentou proposta para a freqüência de 10,5 GHz.

Das empresas de telefonia fixa, todas estão presentes, algumas com mais de um representante. A Brasil Telecom, por exemplo, disputa o leilão também com suas subsidiárias Brasil Telecom Multimídia e Vant Comunicação. A Telemar se apresentou  também com a sua coligada, operadora de celular, Oi.  

A Telefônica, aparentemente, está sozinha, a não ser que tenha criado alguma empresa com  nome pouco conhecido – como costuma fazer – para apresentar outras propostas. Estão presentes também a CTBC Telecom e outra subsidiária sua e a GVT, espelho da região Centro-Oeste.

Entre as operadoras móveis, o destaque é a ausência da Claro (o grupo deve ter preferido manter esse serviço apenas com a Embratel) e da Vivo. As demais compareceram: a TIM, a Telemig/Amazônia Celular, a Oi e mesmo a Nextel.

Das empresas que já atuam no mercado de telecomunicações, merece atenção a participação da Díveo, Impsat, Directnet, Infovias, Geodex e Vicom. Nenhuma empresa estatal ou birô estadual apresentou proposta.

TRF

A presidente do Tribunal Regional Federal de Brasília, Assusset Magalhães, negou a ação da Anatel, que pedia para que a cláusula 4.2.1 do edital fosse mantida e solicitava a cassação da liminar concedida às concessionárias. Para a desembargadora, a Anatel não “demonstrou de forma objetiva os prejuízos que a liminar poderá acarretar à competição.”

Duas outras empresas também conseguiram liminar na justiça: a CTBC Telecom, que também conquistou o direito de participar da disputa em sua área de concessão, e a A.Telecom S.A. que obteve liminar para que a sua proposta financeira seja considerada pela comissão.

Anterior WiMAX: mais um pedido de adiamento do leilão.
Próximos Clipe CTBC junta telefonia fixa, móvel e internet.