Celulares: produção de 60 milhões e base de 86,2 milhões de terminais


A produção de celulares em 2005 superou as 60 milhões de unidades, quantidade 43% maior do que a fabricada em 2004, mas a base de assinantes não bateu na casa dos 88 milhões de acessos, como chegaram a apostar alguns analistas mais otimistas: ficou em 86,2 milhões. Os dados foram divulgados pela Anatel e pelo …

A produção de celulares em 2005 superou as 60 milhões de unidades, quantidade 43% maior do que a fabricada em 2004, mas a base de assinantes não bateu na casa dos 88 milhões de acessos, como chegaram a apostar alguns analistas mais otimistas: ficou em 86,2 milhões.

Os dados foram divulgados pela Anatel e pelo site Teleco (www.teleco.com.br). Segundo a Agência, em dezembro de 2005 foram habilitados 3,858 milhões de assinantes celulares. Embora esse número seja um recorde para 2005, ele é inferior ao número de habilitações feitas em dezembro de 2004, este sim um Natal farto para as celulares: 4,416 milhões de acessos habilitados. Nos 12 meses de 2005, foram habilitados 20,604 milhões de novos acessos, superando os 19,232 milhões registrados nos 12 meses de 2004.

A densidade média de terminais por habitante ficou em 46,58 em dezembro do ano passado, contra 36,63 em dezembro de 2004. O Distrito Federal continua liderando a teledensidade móvel, com índice 115,48 — ou 1,15 telefone em serviço para cada habitante.

Dos 86,2 milhões de celulares em operação em 2005 80,81% eram pré-pagos e 19,19% pós-pagos. Segundo a Anatel, quase metade dos aparelhos (47,89%) do país está concentrada nos quatro estados da região Sudeste.

A Vivo continua na liderança do mercado com 34,54% de participação (em novembro ela detinha participação de 35,40%). A TIM mantém a segunda colocação, com 23,42% de participação (em novembro de 2005 tinha 23,01%). E, em terceiro, a Claro, com 21,64% (em novembro 21,79%). A Oi detém 11,99% de participação (11,59% em novembro). A tecnologia GSM continua em expansão. Já representa 51,77% dos terminais em serviço.

Exportações

As exportações brasileiras de celulares cresceram 271% em 2005, atingindo a marca de 32,9 milhões de terminais ou US$ 2,4 bilhões FOB. O principal destino das vendas foi os Estados Unidos, que recebeu 9,8 milhões de terminais e pagou US$ 790 milhões (FOB). Em segundo lugar ficou a Argentina, com 7,5 milhões de terminais e compras de US$ 566 milhões.

Conforme o site Teleco, a fabricação de telefones celulares está concentrada na Zona Franca de Manaus e em São Paulo. A Zona Franca produziu 33 milhões de terminais e exportou 14,7 milhões no acumulado de janeiro a novembro de 2005. Apesar de existirem 31 fabricantes com celulares homologados para operar no Brasil, a Motorola e a Nokia foram os responsáveis por 80% das nossas exportações.

O mercado local absorveu em 2005 um total de 31,6 milhões de telefones celulares, sendo 4,5 milhões importados e 27,1 milhões produzidos aqui. Esses telefones se destinaram aos 20,6 milhões de novos clientes, ao mercado de reposição (cerca de 10 milhões) e aos estoques em 31 de dezembro de 2005.

Ajuste na produção

Dados do IBGE sobre a produção industrial de novembro (veja matéria "A produção de terminais cai. Um ajuste") já sinalizavam, porém, uma tendência de queda na produção de terminais móveis. Em novembro, em comparação com outubro, a produção industrial avançou menos 0,6%. Para isso, a segunda maior contribuição negativa foi o recuo de pouco mais de 4% do setor de material eletrônico e equipamentos de telecomunicações.

Na comparação novembro 2005/novembro 2004 o declínio foi maior: 11,5% para o qual contribuiu decisivamente a menor produção de terminais celulares: menos 23,4%. “Venho dizendo que, a qualquer hora, o mercado celular bateria o teto. Vai ver que bateu”, chegou a comentar Newton Scartezini, diretor da subsidiária brasileira da Nortel Networks e diretor da Abinee.
(Da Redação)

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