Celulares precisam investir R$ 5 bi em antenas até 2014 só para 4G


 

Para atender as metas de cobertura da 4G, as operadoras móveis terão que implantar mais 10 mil antenas até 2014, o que representa investimentos de R$ 5 bilhões. A informação foi dada pelo presidente-executivo do SindiTelebrasil, Eduardo Levy, durante audiência pública na Câmara sobre a qualidade do serviço de telefonia das prestadoras.  As estruturas são necessárias apenas para servir as cidades-sede das Copas e os municípios grandes.

 

Segundo Levy, atualmente o ritmo de instalação de antenas é de 15 por dia ao custo de R$ 500 mil cada, mas reconhece que é pequeno para o crescimento do tráfego de dados, da ordem de 60% ao ano até 2017. Ele ressaltou que a maior dificuldade se deve às restrições impostas por estados e municípios para instalações dessas antenas.

“Em estudo encomendado pelo SindiTelebrasil verificou-se que em Porto Alegre há restrições para instalações de estações radiobase em 88% da área urbana”, citou Levy, afirmando que na capital gaúcha é onde há norma mais restritivas. Ele defendeu a aprovação do projeto de lei geral das antenas, que já foi aprovado no Senado e tramite na Câmara em regime de urgência.

A audiência pública foi convocada pelas comissões de Fiscalização Financeira e Controle; e de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia, após a constatação de aumento das reclamações contra as empresas de telefonia. A audiência foi marcada para 9 de abril, mas acabou cancelada pela ausência de presidentes da companhia. Os deputados Edinho Bez (PMDB-SC) e Jerônimo Gorgem (PP-RS), autores do requerimento, chegaram a ameaçar a criação de uma CPI contra o setor.

Participam da audiência hoje o presidente da Anatel, João Rezende; o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão; o secretário de Fiscalização de Desestatização e Regulação de Energia e Comunicações do Tribunal de Contas da União (TCU), Marcelo Barros da Cunha; – o diretor de Relações Governamentais da Oi/, Marcos Augusto Coelho; o presidente da TIM, Rodrigo Abreu; o presidente da Vivo Telefônica, Antonio Carlos Valente; o vice-presidente executivo da GVT, Gustavo Gachineiro; o presidente da Claro, Carlos Zenteno; o vice-presidente da Embratel, representando a NET, Oscar Petersen e Levy.

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