Celulares investem mais do que a geração de caixa


 O Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da Fundação Getúlio Vagas, divulgou  hoje um estudo, encomendado pela Acel (Associação Nacional das Operadoras Celulares), que detalha a contribução da telefonia móvel para a economia brasileira. No período de sete anos (2000/2006) enquanto as empresas investiram 27,5% de sua receita líquida, o Ebtida somou 24,2%. “Isso significa que …

 O Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da Fundação Getúlio Vagas, divulgou  hoje um estudo, encomendado pela Acel (Associação Nacional das Operadoras Celulares), que detalha a contribução da telefonia móvel para a economia brasileira. No período de sete anos (2000/2006) enquanto as empresas investiram 27,5% de sua receita líquida, o Ebtida somou 24,2%. “Isso significa que os investimentos realizados pelas empresas foram maiores do que a geração de caixa”, afirmou o economista Marcio Lago, responsável pelo estudo. Ele assinala que a partir deste ano um novo ciclo de investimentos se inicia, com a implementação da tecnologia de terceira geração.

PIB

Conforme o levantamento, as empresas de celular investiram, entre 2000 a 2006, R$ 44 bilhões. Em 2006, os investimentos chegaram a R$ 6,2 bilhões, o que representou 1,59%  do total  daquele ano.  A receita líquida das empresas de celular foi, em 2006, de R$ 35,5 bilhões, representando 1,53% do PIB. Se for acrescido o efeito da telefonia celular no restante da economia, a contribuição do setor para o PIB brasileiro foi de 1,84% naquele ano.

Conforme a FGV, o efeito sobre o PIB pode ser calculado também pelo lado da oferta. E nesse caso, (que leva em consideração os ganhos com o aumento de produtividade, e o uso pessoal) a telefonia móvel acrescentou com mais 1,44%. Somados os dois resultados, a telefonia móvel contribuiu, em 2006, com 3,28% de toda a riqueza gerada no país. Se forem acrescidos os impostos recolhidos pelas empresas, essa participação aumenta para 3,91%.

Para o presidente da Acel, Ércio Zilli, as celulares têm agora dois novos desafios: ofertar serviços mais sofisticados e ampliar o atendimento à população de baixa renda. “A torcida é para que a 3G tenha vida longa, e gere receitas suficientes para que as empresas comecem a recuperar o que já investiram”, concluiu.  

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