Celulares contribuem para desempenho da indústria


Em dezembro de 2005, a produção industrial cresceu 2,3% em relação ao mês anterior, e 3,2% em comparação com dezembro de 2004. No acumulado do ano, a variação foi de 3,1%, segundo pesquisa industrial mensal do IBGE. O desempenho de dezembro foi mais uma vez influenciado pela expansão dos setores produtores de bens de consumo …

Em dezembro de 2005, a produção industrial cresceu 2,3% em relação ao mês anterior, e 3,2% em comparação com dezembro de 2004. No acumulado do ano, a variação foi de 3,1%, segundo pesquisa industrial mensal do IBGE. O desempenho de dezembro foi mais uma vez influenciado pela expansão dos setores produtores de bens de consumo (duráveis e não-duráveis).

No confronto último trimestre de 2005 com igual trimestre do ano anterior, contudo, os índices confirmam a desaceleração no ritmo de atividade industrial ao longo do ano passado, de acordo com o IBGE. Após as expansões de 3,9% e 6,1% nos dois primeiros trimestres de 2005, a taxa global assinalou 1,4% no período julho-setembro, mantendo essa marca no último trimestre.

Terminais: + 43%

O resultado acumulado da produção industrial para 2005 (3,1%) refletiu principalmente a expansão em 17 atividades, sendo que os veículos automotores, com acréscimo de 6,8%, tiveram o maior impacto sobre o desempenho global.
Entre as outras contribuições positivas destacaram-se as das indústria farmacêutica (14,6%) e de material eletrônico e equipamentos de comunicações (14,2%).

Nas categorias de uso, a maior expansão anual ficou com bens de consumo duráveis (11,4%), em conseqüência do aumento na produção de automóveis (13,1%), telefones celulares (43,9%) e televisores (23,1%).

No corte por ramos industriais, comparando-se dezembro de 2005 com o mesmo mês do ano anterior, um dos destaques foram os de material eletrônico e equipamentos de comunicações (13,8%). Entre as categorias de uso, a taxa mais elevada foi a de bens de consumo duráveis (14,1%), influenciada principalmente pelos 20,1% de aumento em automóveis e de 43,5% em telefones celulares.

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