Celulares brasileiros enfrentam protecionismo latinoamericano


Os principais fabricantes de aparelhos celulares reuniram-se esta semana na Abinee para fazer uma avaliação sobre as exportações dos aparelhos, que tiveram queda de mais de 40% nos últimos tempos. E o resultado não foi nada animador. A perspectiva é de que as vendas para mercados latinoamericanos continuem em queda, principalmente porque há aumento das …

Os principais fabricantes de aparelhos celulares reuniram-se esta semana na Abinee para fazer uma avaliação sobre as exportações dos aparelhos, que tiveram queda de mais de 40% nos últimos tempos. E o resultado não foi nada animador. A perspectiva é de que as vendas para mercados latinoamericanos continuem em queda, principalmente porque há aumento das ações protecionistas dos governos.

O Equador, por exemplo, criou um novo imposto de importação sobre os aparelhos comercializados pelo Brasil que impede qualquer tentativa de internalização do produto. A Venezuela, por sua vez, embora não tenha aumentado o imposto, criou um mecanismo muito complexo de acesso ao dólar, o que está inviabilizando os distribuidores locais de adquirirem os celulares fabricados no Brasil.

E, agora, teme a indústria local, a Argentina pode também acabar com o acordo do Mercosul (onde não há impostos para os produtos produzidos nos países integrantes do bloco) para os celulares e criar uma sobretaxa sobre os produtos brasileiros. Embora o casal Kirchner tenha perdido as recentes eleições parlamentares, eles continuam trabalhando pela aprovação do projeto de lei que tramita no Congresso argentino, autorizando a criação do imposto de importação para os aparelhos celulares brasileiros.

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