Celulares bloqueados em debate


A venda de celulares bloqueados ganhou mais um inimigo, o movimento “Bloqueio Não”, que começou no início deste mês e deve continuar até dia 24. Lançado como campanha de marketing da operadora Oi, o movimento possui site próprio – www.bloqueionao.com.br -, e tem o jogador Ronaldinho Gaúcho como garoto propaganda. Para a divulgação estão previstas …

A venda de celulares bloqueados ganhou mais um inimigo, o movimento “Bloqueio Não”, que começou no início deste mês e deve continuar até dia 24. Lançado como campanha de marketing da operadora Oi, o movimento possui site próprio – www.bloqueionao.com.br -, e tem o jogador Ronaldinho Gaúcho como garoto propaganda. Para a divulgação estão previstas ações em jornal e em TV aberta e fechada, além de mobiliário urbano, com vans com a logomarca do movimento circulando nas principais capitais brasileiras. No site é possível deixar depoimentos, visualizar depoimentos de outras pessoas, enviar para as operadoras mensagens contra o bloqueio, ler artigos sobre o tema publicados na imprensa, verificar quantas visitas o site já recebeu, além de baixar o selo do movimento em pdf e eps.

Segundo João Silveira, diretor de varejo da Oi, operadora que vende celulares desbloqueados e desbloqueia celulares comprados em suas lojas, “o movimento e a campanha da Oi surgiram praticamente juntos, mas o movimento transcendeu a Oi.” Ele afirma que a campanha surgiu de solicitação dos próprios clientes, “que entenderam que no GSM o serviço está no chip SIM, ao contrário das tecnologias CDMA e TDMA.” O executivo avalia que, em um futuro próximo, “todas as operadoras venderão aparelhos desbloqueados, nós só antecipamos a tendência.” E salientou que já existem diversas comunidades no Orkut e na internet contra o bloqueio.

O  diretor de marketing da TIM, Marco Lopes, lembra que "a origem do bloqueio do chip SIM, não só no Brasil, nasceu no sentido de manter o equilíbrio econômico das empresas que subsidiam o aparelho.” Ele destaca que o preço é o fator mais analisado na compra de celulares, e, por isso, as operadoras sempre comunicam o menor preço, que contempla um subsídio. Para ter a opção do aparelho desbloqueado, haveria um custo adicional, e “a maior parte dos clientes prefere pagar mais barato”, diz Lopes. Ele ressaltou também que a TIM disponibiliza, nos pontos de venda, a opção de desbloquear os aparelhos comprados na operadora, por um custo adicional de R$ 45,00. E afirma que o relacionamento com o cliente e a conveniência do serviço, plano, promoção e tarifas contam mais que o bloqueio. “Queremos ter um relacionamento de longo prazo com o cliente, e nesse caso o bloqueio é menos importante”, diz.

A Claro parece concordar com o argumento do subsídio, ao afirmar que “vende celulares com cartões SIM bloqueados, uma vez que tem como política oferecer aos clientes preços mais vantajosos para adquirirem aparelhos e, em muitos casos, o celular sai de graça.” A Vivo, procurada pela reportagem, alegou que não se manifesta sobre o bloqueio de aparelhos.

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